Dentre as inúmeras transformações que a pandemia de Covid-19 provocou na economia, uma das mais marcantes foi o aumento das entregas urbanas na esteira do comércio eletrônico. O cenário também provocou outro movimento no setor automotivo.

Houve uma explosão nas vendas de vans e furgões no mercado doméstico, o que levou montadoras a renovar linhas já consagradas ou a lançar produtos pela primeira vez no segmento.

Nunca se olhou tanto para o mercado conhecido como "last mile" (última milha), que é o trecho que um veículo de carga percorre entre o estoque de um determinado produto e o cliente final que o comprou pela internet.

Nesse contexto, veículos menores e mais ágeis que caminhões passaram a ser peças fundamentais de um esquema logístico que se tornou multimilionário e, portanto, rico em oportunidades para as montadoras instaladas no país.

Como exemplo de grandeza, o comércio eletrônico brasileiro deverá encerrar 2026 com um faturamento 10% maior ante 2025. Segundo dados da Abiacom (Associação Brasileira de Inteligência Artificial e E-commerce, antiga ABComm), a estimativa é de que o setor alcance R$ 259,8 bilhões em vendas neste ano, com uma base de 97 milhões de consumidores online, que deverão gerar 460,8 milhões de pedidos.