Analistas do banco dizem que o tráfego vindo de IA generativa para sites de varejo saltou cerca de 4.700% no último ano e a expectativa é que os agentes viabilizem cerca de 25% de todas as transações até 2030 O aumento de uso de agentes de inteligência artificial no comércio eletrônico está mudando as dinâmicas das varejistas, que passam a focar também em melhorar a visibilidade para os algoritmos dentro das suas plataformas, diz o BTG Pactual. Os analistas Luiz Guanais, Yan Cesquim e Beatriz Cendon escrevem que o tráfego vindo de IA generativa para sites de varejo saltou cerca de 4.700% no último ano e a expectativa é que os agentes viabilizem cerca de 25% de todas as transações até 2030. Essa evolução para o novo formato ocorre em cinco estágios, culminando em um cenário onde os agentes de IA dos clientes negociarão diretamente com os agentes das marcas, dispensando qualquer envolvimento humano na transação. Para o setor varejista, a adoção da inteligência artificial se consolidou como um motor de resultados, com 89% das empresas relatando crescimento de receita e 95% observando redução de custos atrelados ao uso da tecnologia. No mercado brasileiro, o Mercado Livre aposta na força de sua infraestrutura e no controle de todo o ecossistema, unindo marketplace, pagamentos, crédito e logística, para que as transações via IA ocorram de forma fluida. O Magazine Luiza, por sua vez, adota uma abordagem voltada diretamente ao consumidor em uma arquitetura que permite que a jornada de compra seja feita inteiramente por conversas naturais via IA dentro do aplicativo de mensagens WhatsApp. Paralelamente, a Amazon acelera sua atuação no país, acumulando investimentos de R$ 55 bilhões desde sua chegada, e expande suas capacidades logísticas enquanto avança globalmente com seu próprio assistente de compras inteligente, o Rufus. Apesar do forte potencial de ganhos de eficiência, o avanço rápido da IA traz riscos estratégicos, como a desintermediação, um fenômeno no qual as empresas perdem o relacionamento direto com o consumidor. Além disso, a capacidade dos agentes autônomos de escanear a internet otimizando cada centavo cria um ambiente de transparência radical de preços, o que ameaça comprimir as margens de lucro em diversas categorias. — Foto: Pexels