"Começa uma nova era, uma mudança de ordem, a pátria milagre", afirmou nesta segunda-feira (22) Abelardo de la Espriella a milhares de pessoas que o escutaram falar de uma cápsula de vidro à prova de balas em Barranquilla, cidade no litoral da Colômbia.
O advogado se referia à sua vitória horas antes, na noite de domingo (21), na corrida presidencial. O tom autocongratulatório não é fruto de uma comoção momentânea após derrotar seu adversário, o senador de esquerda Iván Cepeda, por menos de um ponto percentual. É uma marca pessoal.
Antes de se aventurar na Presidência da Colômbia, que será a sua primeira experiência em um cargo público da vida, Espriella foi empresário nos ramos de imóveis, roupas e bebidas, figurinha carimbada em programas de opinião com o estilo agressivo que conquistou metade do eleitorado do país e até mesmo cantor amador —em 2021, ele lançou o primeiro de seus dois álbuns, "De Mi Alma Italiana".
Na vida política, o estilo hiperbólico de Espriella é facilmente detectável em um de seus comícios. Atrás dele, telões gigantes alternam entre imagens do rosto do candidato e de um tigre, animal ao qual se associou durante a campanha. À sua frente, shows de pirotecnia iluminam o palco. No céu, drones formam um desenho do político prestando continência.











