Advogado e empresário de 47 anos, Espriella venceu as eleições de junho em uma disputa apertada contra o senador de esquerda Iván Cepeda, aliado do atual presidente, Gustavo Petro. A apuração preliminar apontou vantagem de cerca de 250 mil votos para o candidato da direita, o que foi posteriormente confirmado pelas autoridades eleitorais. A transferência da posse para Cali gerou controvérsia porque a cerimônia presidencial na Colômbia tradicionalmente ocorre no Congresso, em Bogotá. Após vencer a eleição, Espriella pediu que o evento fosse realizado fora da capital e chegou a defender uma posse em uma base militar no departamento de Cauca, mas a proposta enfrentou resistência de Petro. O Congresso acabou autorizando a mudança temporária de suas atividades para um auditório universitário na cidade. Parlamentares de esquerda votaram contra a medida, anunciaram boicote ao evento e convocaram mobilizações em diferentes cidades do país. LEIA TAMBÉM Durante a campanha, Espriella se apresentou como um candidato antissistema e prometeu uma guinada à direita no país. Entre suas principais bandeiras estavam o endurecimento do combate ao crime organizado, cortes nos gastos públicos, redução do tamanho do Estado e ampliação da exploração de petróleo. Nas últimas semanas, o presidente eleito também anunciou medidas para o início do governo, incluindo a criação de uma força especial focada no combate à criminalidade urbana, a revisão da estratégia de segurança contra grupos armados e um plano de austeridade que prevê o fechamento de embaixadas e consulados considerados não essenciais. Abelardo De La Espriella — Foto: Charlie Cordero/Reuters A posse também será marcada por um ambiente político tenso. Petro questionou o resultado da eleição durante o processo de apuração e se opôs inicialmente ao plano de Espriella de realizar a cerimônia em uma instalação militar. O impasse levou a equipe do presidente eleito a transferir o evento para um auditório universitário em Cali. O novo presidente também enfrentou críticas por sua atuação como advogado de clientes controversos antes de entrar na política e por propostas de linha dura na área de segurança, inspiradas no modelo adotado por El Salvador. Seus apoiadores, por outro lado, o veem como um outsider capaz de enfrentar a violência e impulsionar a economia colombiana. Com representação minoritária no Congresso, Espriella deverá iniciar o mandato negociando apoio para aprovar suas reformas. Ele já afirmou que poderá recorrer a decretos caso encontre resistência do Legislativo para implementar parte de seu programa de governo.Espriella toma posse na Colômbia após vitória apertada e promessa de guinada à direita
Espriella toma posse na Colômbia após vitória apertada nesta sexta | G1
Cerimônia será realizada em Cali em meio a impasses com o governo Petro e expectativa pelas primeiras medidas do novo presidente.











