Relatório da ONU mostra dimensão da destruição causada pela guerra entre Israel e Hezbollah, que matou mais de 4 mil pessoas e deslocou mais de um milhão 0.5x 1x 1.25x 1.5x 2x 00:00 00:00 Os escombros de um edifício desabado são vistos após um bombardeio israelense, em Nabatieh, no sul do Líbano, em 21 de junho de 2026 — Foto: MAHMOUD ZAYYAT / AFP RESUMO Sem tempo? Ferramenta de IA resume para você GERADO EM: 22/06/2026 - 13:01 Conflito Israel-Hezbollah Devasta Líbano: 11 Mil Edifícios Destruídos A recente guerra entre Israel e Hezbollah resultou na destruição de mais de 11 mil edifícios no sul do Líbano, com prejuízos estimados em US$ 1,4 bilhão. O conflito, iniciado em março, causou a morte de mais de 4 mil pessoas e deslocou mais de um milhão. Apesar de um cessar-fogo acordado, as hostilidades continuaram, ameaçando um acordo entre Irã e EUA. Moradores começam a retornar, mas o exército libanês pede cautela. CLIQUE E LEIA AQUI O RESUMO A mais recente guerra entre Israel e o movimento islamista pró-Irã Hezbollah destruiu completamente mais de 11.000 edifícios e causou prejuízos estimados em R$ 1,38 bilhão (cerca de R$ 7 bilhões), informaram nesta segunda-feira uma agência da ONU e um centro de pesquisa libanês. "No total, 11.095 edifícios foram completamente destruídos, o que afetou 17.891 residências, enquanto 2.242 edifícios sofreram danos parciais (...) e 9.311 edifícios sofreram danos menores", explicaram o Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (Pnud) e o Conselho Nacional de Pesquisa Científica do Líbano (CNRS), um instituto público. O estudo comparou imagens de satélite do final de abril, quase dois meses após o início do conflito, com imagens capturadas em outubro de 2025. Por isso, os dados não incluem as semanas finais do conflito. "Os resultados indicam que os danos diretos aos edifícios no sul do Líbano são estimados em US$ 1,38 bilhão", acrescentou o comunicado. O Hezbollah envolveu o Líbano no conflito regional em 2 de março, ao lançar foguetes contra Israel em apoio ao Irã, seu principal aliado. Israel respondeu com intensos bombardeios aéreos e uma invasão terrestre. Tropas israelenses passaram a operar em uma faixa de território ao longo da fronteira, avançando cerca de 12 quilômetros dentro do Líbano, onde realizaram extensas operações de demolição e remoção de estruturas. Nenhum dos lados respeitou um cessar-fogo firmado em 17 de abril, e os combates só foram interrompidos no último sábado, após ameaçarem comprometer um acordo assinado na semana passada entre Irã e Estados Unidos para encerrar o conflito mais amplo no Oriente Médio. Nos últimos dois dias, alguns moradores começaram a retornar ao sul do país para avaliar os danos em casas e estabelecimentos comerciais. O Exército libanês, porém, pediu que a população adie o retorno às aldeias e cidades próximas à fronteira. No domingo, o primeiro-ministro de Israel, Benjamin Netanyahu, afirmou que as forças israelenses permanecerão no sul do Líbano "pelo tempo que for necessário". Autoridades libanesas afirmam que os ataques israelenses desde 2 de março mataram mais de 4.100 pessoas e deslocaram mais de um milhão de moradores.