Rede reuniu 24 mil funcionários em curso sobre consciência histórica e sensibilidade cultural após campanha de marketing fazer referência involuntária ao massacre de Gwangju 0.5x 1x 1.25x 1.5x 2x 00:00 00:00 Starbucks fecha mais de 2 mil lojas na Coreia do Sul para treinamento após campanha associada a massacre histórico — Foto: Freepik RESUMO Sem tempo? Ferramenta de IA resume para você GERADO EM: 22/06/2026 - 08:53 Starbucks fecha 2 mil lojas na Coreia do Sul para treinamento cultural A Starbucks fechou mais de 2 mil lojas na Coreia do Sul para um treinamento de 24 mil funcionários sobre consciência histórica e sensibilidade cultural. A medida veio após uma campanha que, sem intenção, referenciou o massacre de Gwangju, de 1980, gerando forte reação negativa. A empresa busca restaurar sua imagem e evitar erros futuros, após demitir o diretor-presidente local e retirar o anúncio ofensivo. CLIQUE E LEIA AQUI O RESUMO Todas as mais de 2 mil lojas da Starbucks na Coreia do Sul fecharam mais cedo nesta segunda-feira para que cerca de 24 mil funcionários participassem de um treinamento obrigatório sobre consciência histórica e sensibilidade cultural. A medida foi adotada após uma campanha de marketing da rede provocar forte repercussão negativa ao fazer referência, ainda que involuntariamente, ao massacre de Gwangju, em 1980. Foi a primeira vez que todas as unidades da Starbucks no país encerraram o atendimento antecipadamente no mesmo dia. A rede sul-coreana inclui lojas com características incomuns, como uma com vista para uma vila da Coreia do Norte, outra instalada em um mercado tradicional com mais de cem anos de existência e uma localizada no 99º andar de um arranha-céu. O treinamento reuniu baristas, supervisores e funcionários administrativos e foi apresentado como parte dos esforços da empresa para reparar os danos causados pela campanha lançada no mês passado. Campanha coincidiu com aniversário do massacre de Gwangju A crise começou após o lançamento de uma nova linha de copos térmicos em uma campanha chamada "Tank Day". A ação coincidiu com o aniversário do massacre de Gwangju, quando o governo militar sul-coreano utilizou tanques para reprimir manifestantes pró-democracia em 1980. A reação negativa foi imediata. Segundo o Grupo Shinsegae, controlador da Starbucks Coreia, o anúncio foi retirado do ar, a empresa pediu desculpas e o diretor-presidente da operação sul-coreana foi demitido. Posteriormente, o grupo informou que funcionários utilizaram inteligência artificial para elaborar o texto da campanha e desconheciam o contexto histórico relacionado ao nome escolhido. O treinamento desta segunda-feira foi apresentado como uma forma de evitar que episódios semelhantes se repitam. O professor de marketing Jongwoo Lee, da Universidade Namseoul, afirmou que a iniciativa busca reconstruir a confiança do público. — A Starbucks está tentando demonstrar seu compromisso com mudanças e sua sinceridade diante dos consumidores e do público ao adotar a medida de fechar as lojas para treinar todos os funcionários — explica. Segundo ele, o principal objetivo da empresa é recuperar sua reputação. — Em última análise, o foco principal aqui é restaurar a imagem da marca, que foi prejudicada. Treinamento abordou história e sensibilidade cultural Desde a semana passada, a Starbucks informava os clientes sobre o funcionamento em horário reduzido. Na unidade da Estação de Seul, por volta das 14h40, os baristas começaram a avisar os consumidores sobre o fechamento antecipado. Cerca de dez minutos depois, a loja passou a aceitar apenas pedidos para viagem e encerrou o atendimento às 14h58. A cliente Ko Jin-sun, de 65 anos, disse ter sido surpreendida pela mudança. — Nunca tinha ouvido falar do "Tank Day" e não sabia que eles iam fechar. Segundo um porta-voz da Starbucks, os funcionários assistiram a palestras gravadas por dois professores da Universidade Sungkyunkwan, em Seul. O sociólogo Jeong-Woo Koo afirmou que empresas precisam compreender melhor o contexto social em que atuam. — Em muitos casos, esses problemas surgem porque as empresas não conseguem compreender adequadamente a sociedade, sua sensibilidade, seus acontecimentos históricos, suas memórias coletivas ou seus pontos de dor. Ele acrescentou: — No fim das contas, tudo se resume à capacidade de uma empresa interpretar a sociedade. A aula sobre consciência histórica foi ministrada por Oh Jeyeon, professor de história contemporânea da Coreia, e abordou os principais acontecimentos do país desde a década de 1950. O professor se recusou a comentar o assunto. A crise ainda não foi encerrada. A polícia investiga executivos do Grupo Shinsegae por acusações de difamação, insulto às famílias das vítimas do massacre de Gwangju e violação da Lei Especial sobre o Movimento de Democratização de 18 de Maio.
Starbucks fecha mais de 2 mil lojas antes do horário na Coreia do Sul para treinamento geral após campanha associada a massacre
Rede reuniu 24 mil funcionários em curso sobre consciência histórica e sensibilidade cultural após campanha de marketing fazer referência involuntária ao massacre de Gwangju













