Promoção intitulada 'Dia do Tanque' gerou críticas por coincidir com o aniversário da Revolta de Gwangju; caso é investigado pela polícia 0.5x 1x 1.25x 1.5x 2x 00:00 00:00 Executivo da empresa que opera Starbucks na Coreia do Sul é interrogado após campanha associada a massacre de 1980 — Foto: Freepik RESUMO Sem tempo? Ferramenta de IA resume para você GERADO EM: 18/06/2026 - 05:28 Executivo da Shinsegae é interrogado por campanha polêmica na Coreia do Sul A polícia sul-coreana interrogou um executivo do Grupo Shinsegae, operador da Starbucks na Coreia do Sul, devido a uma campanha promocional polêmica chamada "Dia do Tanque". A ação coincidiu com o aniversário da Revolta de Gwangju de 1980, gerando críticas por lembrar a repressão violenta ao movimento pró-democracia. A empresa demitiu seu diretor-presidente e o presidente Chung Yong-jin pediu desculpas publicamente. A polícia investiga possível violação de uma lei de 2016, e as lojas Starbucks fecharão meio período para aulas de história sobre o evento. CLIQUE E LEIA AQUI O RESUMO A polícia sul-coreana interrogou um executivo do Grupo Shinsegae, empresa que opera a Starbucks na Coreia do Sul, como parte da investigação sobre uma campanha promocional que provocou indignação no país por remeter à repressão ao movimento pró-democracia de 1980. A informação foi confirmada pela empresa nesta quinta-feira. A Starbucks Coreia, que administra mais de 2 mil lojas no país por meio de um acordo de licenciamento com o Grupo Shinsegae, lançou no mês passado uma campanha intitulada "Dia do Tanque". A ação, criada para promover copos reutilizáveis da rede em 18 de maio, coincidiu com o 46º aniversário da Revolta de Gwangju. Segundo o balanço oficial, a repressão ao movimento deixou 165 civis mortos, embora haja estimativas de que o número real de vítimas tenha sido maior. A repercussão levou o Grupo Shinsegae a demitir seu diretor-presidente na Coreia do Sul no mesmo dia em que o caso veio à tona. Posteriormente, o presidente do conglomerado, Chung Yong-jin, fez uma reverência pública em sinal de pedido de desculpas. Polícia apura possível violação da lei Apesar das medidas adotadas pela empresa, um grupo da sociedade civil apresentou uma denúncia contra Chung e outros executivos. Os denunciantes alegam que eles violaram uma lei de 2016 que, entre outras disposições, proíbe a divulgação de informações falsas sobre a repressão ao movimento pró-democracia de 1980. — A Agência Metropolitana de Polícia de Seul interrogou ontem, na condição de testemunha, Yang Jong-hwan, chefe da equipe de auditoria do Grupo Shinsegae — confirmou um porta-voz da empresa à AFP, sem divulgar mais detalhes. A Shinsegae afirmou esperar que os fatos sejam "esclarecidos de forma rápida e transparente". Como parte das medidas adotadas após o episódio, as lojas da Starbucks em toda a Coreia do Sul permanecerão fechadas por meio período na próxima segunda-feira para que os funcionários participem de uma aula de história sobre a repressão de 1980.