O presidente da Starbucks Coreia foi demitido após uma campanha de marketing provocar indignação pública e pedidos de boicote por evocar memórias dolorosas de uma brutal repressão militar contra manifestantes pró-democracia em 1980.
O Shinsegae Group, conglomerado varejista que licencia e administra a rede de cafeterias norte-americana na Coreia do Sul, afirmou ter demitido Sohn Jeong-hyun, presidente da Starbucks Coreia, por realizar "marketing inadequado".A demissão de Sohn ocorreu horas após a Starbucks lançar sua campanha "Tank Day" na segunda-feira (18), promovendo o que chamou de linha "Tank" de copos térmicos com o slogan "coloque na mesa com um som de 'Tak!'"
A segunda-feira também marcou o Dia do Movimento de Democratização, que comemora a Revolta de Gwangju de maio de 1980, liderada por estudantes, e a campanha atraiu fortes críticas na Coreia do Sul.
Estima-se que centenas de pessoas morreram ou desapareceram quando a ditadura militar de Chun Doo-hwan enviou tropas e tanques para reprimir os protestos. Muitos detalhes permanecem não confirmados, incluindo quem deu a ordem de abrir fogo contra os manifestantes. Chun finalmente renunciou em 1988 em meio a crescentes pedidos por democracia.










