Em frente a "Retirantes", de Candido Portinari, o estudante Zhou Xin, de 17 anos, relaciona a tragédia brasileira com o sofrimento chinês. Diz que a imagem da pobreza, como a retratada pelo pintor paulista, é comum às vistas por ele ao visitar a história de seu país.
"Os ricos podem ir como quiserem, mas os pobres, sem dinheiro, só podem ir, como nesse quadro, carregando apenas seus pertences."
Zhao Chunxia, 41, diante da mesma obra, nota que as imagens são de estrangeiros, mas que a dificuldade retratada, "em transição", gera uma conexão.
A confluência de imagens entre os países fez 56 obras do artista desembarcarem em Pequim e protagonizarem a primeira mostra de um brasileiro no Museu Nacional da China, o principal do país, localizado na Praça da Paz Celestial, o centro do poder político local.
O pintor chega à capital do país asiático como a arte brasileira legível aos chineses.













