Do tamanho de uma bola de tênis, o SORA-Q foi desenvolvido com participação da fabricante Takara Tomy, registra imagens da superfície lunar e opera de forma autônoma 0.5x 1x 1.25x 1.5x 2x 00:00 00:00 Robô SORA-Q, desenvolvido por pesquisadores japoneses, em sua configuração esférica antes da transformação em um pequeno veículo de duas rodas projetado para explorar a superfície da Lua — Foto: Divulgação RESUMO Sem tempo? Ferramenta de IA resume para você GERADO EM: 19/06/2026 - 06:49 Robô japonês SORA-Q destaca-se em missão lunar autônoma O robô japonês SORA-Q, do tamanho de uma bola de tênis e inspirado em Transformers, demonstrou na Lua a capacidade de robôs miniaturizados e autônomos em missões espaciais. Desenvolvido por JAXA, Sony, Universidade Doshisha e Takara Tomy, o robô transforma sua estrutura para se locomover, registrando imagens sem intervenção direta. A missão SLIM evidenciou o potencial de pequenos robôs em futuras expedições, reduzindo custos e aumentando a eficiência. CLIQUE E LEIA AQUI O RESUMO Um robô do tamanho aproximado de uma bola de tênis, capaz de mudar de forma como um personagem da franquia Transformers, ajudou o Japão a dar um passo importante rumo ao futuro da exploração espacial. Chamado SORA-Q, o equipamento foi projetado para operar na superfície da Lua e demonstrou que dispositivos extremamente pequenos podem executar tarefas complexas sem intervenção direta de operadores na Terra. Os resultados da missão foram detalhados por pesquisadores japoneses em um estudo publicado na revista científica Science Robotics. O experimento mostrou que a combinação de miniaturização, autonomia e mecanismos transformáveis pode abrir caminho para uma nova geração de missões espaciais mais baratas e flexíveis. Com apenas 8 centímetros de diâmetro e cerca de 250 gramas, o SORA-Q foi desenvolvido em uma parceria entre a Agência de Exploração Aeroespacial do Japão (JAXA), a Sony, a Universidade Doshisha e a fabricante Takara Tomy. A empresa é conhecida mundialmente pela produção de brinquedos e participou do projeto aplicando conhecimentos acumulados durante décadas na criação de mecanismos compactos e capazes de alterar sua configuração. Missão Artemis II alcança maior aproximação lunar em 50 anos 1 de 11 Imagens inéditas da face oculta da lua são registradas — Foto: NASA / AFP 2 de 11 Terra se pôs atrás da Lua — Foto: Divulgação / Nasa X de 11 Publicidade 11 fotos 3 de 11 Artemis II: astronautas registram 'pôr da Terra' em imagem inédita ao redor da Lua — Foto: Nasa 4 de 11 Astronautas observaram um eclipse solar ao emergirem do outro lado da Lua. — Foto: Divulgação / Nasa X de 11 Publicidade 5 de 11 Imagem do solo lunar divulgada pela Nasa dia 6 de abril de 2026 — Foto: NASA / AFP 6 de 11 Cratera Vavilov vista da espaçonave Orion — Foto: NASA / AFP X de 11 Publicidade 7 de 11 Terra se pondo sobre a borda da Lua, vista da espaçonave Orion — Foto: NASA / AFP 8 de 11 Missão Artemis II alcança maior aproximação lunar em 50 anos — Foto: NASA / AFP X de 11 Publicidade 9 de 11 Missão Artemis II alcança maior aproximação lunar em 50 anos — Foto: NASA / AFP 10 de 11 Missão Artemis II alcança maior aproximação lunar em 50 anos — Foto: NASA / AFP X de 11 Publicidade 11 de 11 Missão Artemis II alcança maior aproximação lunar em 50 anos — Foto: NASA/AFP Nasa divulga imagens inéditas da face oculta da Lua A principal característica do robô é justamente sua capacidade de transformação. Durante o lançamento e a viagem ao espaço, ele permanece fechado em um formato esférico, o que facilita o transporte e protege seus componentes internos. Já na Lua, abre automaticamente sua estrutura e passa a utilizar as duas metades da carcaça como rodas, tornando-se um pequeno rover preparado para se deslocar pelo terreno irregular do satélite natural. O equipamento integrou a missão SLIM (Smart Lander for Investigating Moon), responsável pelo primeiro pouso suave realizado pelo Japão na Lua. Depois de ser liberado na superfície, o SORA-Q iniciou sua sequência de operações sem necessidade de comandos enviados em tempo real pelos controladores da missão. Durante a exploração, o robô percorreu a região próxima ao local de pouso e utilizou sistemas embarcados para identificar obstáculos, definir trajetórias e registrar imagens do ambiente ao seu redor. Entre os registros produzidos está uma fotografia do próprio módulo de pouso japonês na superfície lunar, imagem que auxiliou os engenheiros na avaliação da missão. Por causa de suas dimensões reduzidas, o SORA-Q não possuía potência suficiente para transmitir informações diretamente para a Terra. A solução encontrada pelos pesquisadores foi utilizar outro pequeno robô da missão, chamado LEV-1, que atuou como intermediário no envio dos dados coletados pelo explorador. As operações duraram aproximadamente 100 minutos antes da interrupção das comunicações. Segundo os pesquisadores, o encerramento prematuro pode ter sido provocado pelo esgotamento da bateria ou por limitações enfrentadas pelo sistema responsável pela retransmissão das informações. Ainda assim, o desempenho foi considerado altamente positivo, uma vez que todos os objetivos principais do teste foram alcançados. Além de comprovar que um veículo ultracompacto consegue se locomover sobre o regolito — a camada de poeira e fragmentos que cobre a superfície lunar —, a missão também demonstrou que robôs de pequeno porte podem atuar de maneira autônoma em um ambiente extremamente hostil, enfrentando desafios de comunicação, temperatura e terreno sem depender de controle constante dos operadores. Os pesquisadores acreditam que esse tipo de tecnologia poderá transformar futuras expedições espaciais. Em vez de enviar apenas grandes veículos, missões poderão lançar conjuntos de pequenos robôs trabalhando de forma cooperativa para explorar cavernas, crateras e regiões de difícil acesso, aumentando a área investigada e reduzindo custos operacionais. Outro aspecto que chamou a atenção foi a origem da solução tecnológica. Parte da engenharia utilizada para criar o mecanismo de transformação veio da experiência da Takara Tomy com brinquedos articulados. Essa adaptação mostra como tecnologias desenvolvidas para o mercado consumidor podem encontrar aplicações em projetos científicos de ponta e contribuir para avanços na exploração do espaço. Para os autores do estudo, o sucesso do SORA-Q representa mais do que uma curiosidade tecnológica. O experimento indica que robôs leves, baratos e altamente especializados poderão desempenhar papel central nas próximas décadas, tanto em missões à Lua quanto em expedições destinadas a asteroides, Marte e outros corpos do Sistema Solar.
Do tamanho de uma bola de tênis: conheça o robô japonês que se transforma em veículo para percorrer a superfície da Lua
Do tamanho de uma bola de tênis, o SORA-Q foi desenvolvido com participação da fabricante Takara Tomy, registra imagens da superfície lunar e opera de forma autônoma








