A Procuradoria-Geral da República (PGR) afirmou esta sexta-feira que a investigação só teve conhecimento da lista de alvos identificados pelo grupo neonazi Movimento Armilar Lusitano (MAL) numa fase adiantada do processo, garantindo que nenhuma entidade corria perigo nesse momento."A investigação só teve conhecimento da lista de pessoas e entidades colectivas que os membros do MAL identificavam como alvos ou ameaças num estado avançado do processo, no decurso da muito extensa e morosa análise de oito terabytes de prova digital apreendida aos arguidos", adiantou a PGR numa resposta à Lusa.Segundo a PGR, nesse momento, tendo em conta a prisão preventiva dos principais arguidos, "não se verificava nenhuma situação de perigo em concreto para nenhuma das entidades".O grupo neonazi liderado por um chefe da PSP é acusado de vários crimes e, segundo a acusação do Ministério Público, citada em vários órgãos de comunicação social, incluindo o PÚBLICO, terá chegado a planear um ataque à residência do primeiro-ministro.Em Bruxelas, Luís Montenegro lamentou esta sexta-feira ter tido conhecimento de que era alvo de ataques planeados pelo MAL à sua casa pelas notícias, dado não ter sido contactado pelas autoridades.
Lista de alvos dos neonazis: PGR diz que só soube mais tarde, ministra pede reflexão
Rita Júdice acredita que terá de ser feita uma “reflexão” para que neste tipo de situações, “quando for necessário comunicar, sejam comunicadas”. Primeiro-ministro era um dos alvos e nao foi alertado.













