O Ministério Público (MP) acusou os membros do Movimento Armilar Lusitano (MAL) de integrarem uma organização terrorista neonazi, avançou esta quinta-feira o Now. A acusação, deduzida pelo Departamento Central de Investigação e Acção Penal (DCIAP), abrange nove arguidos, quatro deles em prisão preventiva, e imputa-lhes o crime de organização terrorista. Segundo o despacho, o grupo planeou atacar o apartamento em Lisboa do primeiro-ministro, Luís Montenegro.O MAL foi desmantelado em Junho do ano passado pela Unidade Nacional Contra Terrorismo (UNCT) da Polícia Judiciária, numa operação que levou à detenção dos principais responsáveis. Entre os detidos está Bruno Gonçalves, agente da PSP que prestava serviço na Polícia Municipal de Lisboa, apontado pela investigação como uma das figuras de topo do movimento e como responsável pelo recrutamento de novos elementos.O MP diz que o grupo neonazi terá chegado a preparar-se para um ataque ao apartamento de Luís Montenegro, em Lisboa, no início do ano passado. Pelas funções que exercia na Polícia Municipal, Bruno Gonçalves terá tido acesso a um documento com a morada do primeiro-ministro, partilhando-a com outros membros antes de notar que a residência era alvo de vigilância permanente do corpo de segurança pessoal da PSP. O arguido teve até acesso à identificação de um dos agentes responsáveis por essa protecção.
Movimento Armilar Lusitano discutiu ataque à casa de Montenegro
Membros do grupo neonazi, acusado de organização terrorista pelo DCIAP, discutiram até o arremesso de uma granada para o interior do apartamento do primeiro-ministro, Luís Montenegro, em Lisboa.









