'Misantropia': Conselho de Direitos Humanos aciona MPF para apuração de discurso de ódio em falsos alertas da Defesa Civil Mensagens disparadas para milhões de celulares no sábado continham a palavra, que significa aversão à humanidade. Conselho defende o envio de novos alertas com explicação de que a apologia ao discurso de ódio viola direitos humanos e constitui crime. O Conselho Nacional de Direitos Humanos acionou o Ministério Público neste sábado. O órgão pede investigação de discurso de ódio em alertas falsos da Defesa Civil. Os disparos indevidos atingiram milhões de celulares pelo país. As mensagens continham o termo 'misantropia', que significa aversão à humanidade. O CNDH alerta que canais oficiais podem ser instrumentalizados para difundir discursos extremistas. A apuração deve mapear redes de influência e radicalização digital. A Polícia Federal já iniciou uma investigação preliminar sobre o caso. A suspeita é de que o sistema tenha sofrido uma invasão ou ataque hacker. Polícia Federal investiga alertas falsos da Defesa Civil O Conselho Nacional de Direitos Humanos protocolou uma representação na Procuradoria da República no Distrito Federal, órgão do Ministério Público, solicitando a abertura de inquérito civil e investigação criminal para apurar discurso de ódio em falsos alertas enviados por um sistema da Defesa Civil. O Conselho também pede a notificação da Defesa Civil para que seja emitida uma "mensagem de contraordem" utilizando o mesmo canal, com o objetivo de esclarecer a população de que o disparo anterior não se trata de um posicionamento institucional e apontar textualmente que a apologia ao discurso de ódio viola direitos humanos e constitui crime. Para o CNDH, a plataforma de comunicação em massa da Defesa Civil — vinculada ao Ministério da Integração e do Desenvolvimento Regional — foi utilizada indevidamente com potencial de gerar desinformação, insegurança coletiva e pânico social. Embora o termo predominante nos disparos tenha sido "misantropia", a representação do CNDH afirma que há um agravamento de manifestações extremistas com outros teores no país e vê risco de que canais oficiais sejam instrumentalizados para a difusão de narrativas de ódio. "O crescimento do discurso de ódio é uma das maiores ameaças à convivência democrática da nossa época. Por isso, qualquer episódio que envolva a utilização de canais públicos para a circulação de mensagens que possam estimular hostilidade, intolerância ou desinformação deve ser tratado com a máxima seriedade", afirmou a presidente do CNDH, Ivana Leal. "A população tem o direito de confiar nas instituições, e essa confiança só se fortalece quando há apuração rigorosa, responsabilização e defesa intransigente dos direitos humanos", completou Ivana. O conselho pontua que a apuração deve abranger a origem, redes de influência e eventuais conexões com a disseminação de conteúdo de ódio e radicalização digital. Além de Ivana Leal, assina o documento o conselheiro Carlos Nicodemos, do Movimento Nacional de Direitos Humanos, coordenador da relatoria especial de Enfrentamento ao Discurso de Ódio, Extermismo e Neonazismo no Brasil. Mapa das regiões que receberam alertas da Defesa Civil Nacional — Foto: Gabriel Wesley Marques Santos/Arte g1 Ministério Público Federal Polícia Federal
Misantropia: CNDH pede investigação de alertas da Defesa Civil | G1
O CNDH solicitou ao MPF a investigação de discurso de ódio em falsos alertas da Defesa Civil com o termo 'misantropia' enviados a milhões de brasileiros no último sábado.
Sistema de alerta da Defesa Civil enviou falsos avisos com "misantropia" (discurso de ódio) a milhões de celulares por possível invasão hacker. Expõe risco de canais públicos críticos comprometidos para difundir extremismo, alertando CIOs sobre governance e segurança de infraestrutura de broadcast.












