Cortar comprimidos ao meio é uma prática comum entre pessoas que desejam facilitar a ingestão, ajustar doses ou economizar medicamentos. No entanto, nem todos os remédios podem ser divididos com segurança, e o hábito pode comprometer a eficácia do tratamento e até provocar riscos à saúde.

Alguns medicamentos possuem revestimentos especiais, mecanismos de liberação controlada ou distribuição específica dos princípios ativos, características que podem ser alteradas quando o comprimido é partido inadequadamente.

De acordo com Ivan Olisan, docente do curso de Farmácia da Unopar, a divisão só deve acontecer com orientação profissional. “Existem comprimidos desenvolvidos para liberar o medicamento de forma gradual no organismo. Quando eles são cortados, essa liberação pode ser comprometida, aumentando o risco de efeitos adversos ou reduzindo a eficácia do tratamento”, explica.

Segundo o especialista, medicamentos sem sulco, que é a marcação feita no comprimido para facilitar a divisão, exigem atenção ainda maior, já que o corte pode resultar em doses desiguais. Por conta disso, dúvidas sobre medicamentos devem sempre ser esclarecidas com profissionais de saúde. “Mesmo hábitos considerados simples podem interferir diretamente no tratamento. A orientação correta ajuda a garantir mais segurança e eficácia no uso dos medicamentos”, diz.