Em meio a imbróglio judicial, novos pleitos definirão governador e vice-governador em estado do Norte e chefe de prefeitura em cidades de São Paulo, Goiás e Minas Gerais 0.5x 1x 1.25x 1.5x 2x 00:00 00:00 Nelita Frank (PT) e Soldado Sampaio (Republicanos) disputam governo de Roraima em eleições suplementares — Foto: Reprodução/Instagram RESUMO Sem tempo? Ferramenta de IA resume para você GERADO EM: 19/06/2026 - 15:48 Eleitores de Roraima retornam às urnas após cassação de chapa Eleitores de Roraima e seis municípios brasileiros retornam às urnas neste domingo para eleger novos chefes do Executivo. Em Roraima, Nelita Frank (PT) e Soldado Sampaio (Republicanos) competem em eleição suplementar após a cassação da chapa eleita em 2022 por abuso de poder. A decisão controversa do STF eliminou concorrentes de Sampaio, destacando tensões judiciais e políticas locais. CLIQUE E LEIA AQUI O RESUMO Eleitoras e eleitores de Roraima e de seis municípios brasileiros vão às urnas neste domingo para escolher os novos chefes do Poder Executivo. Os pleitos foram marcados após a Justiça Eleitoral determinar a perda de mandatos ou diplomas dos gestores anteriormente apontados para os cargos. Em Roraima, Nelita Frank (PT) e Soldado Sampaio (Republicanos) disputam o mandato-tampão do governo estadual, até janeiro de 2027, em meio a controvérsias judiciais. A petista e o republicano vão se enfrentar numa eleição suplementar após a cassação em abril, pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE), da chapa eleita em 2022, por abuso de poder político e econômico. A Corte determinou a realização de eleições diretas porque o então governador Antonio Denarium (Republicanos) renunciou antes da conclusão do julgamento e o vice, Edilson Damião (União Brasil), perdeu o mandato. O posto interino de governador coube ao deputado Soldado Sampaio (Republicanos), presidente da Assembleia estadual. Ele entrou na disputa pelo governo ao lado de outros dois candidatos, mas ficou sem concorrência, na prática, após uma decisão controversa do ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Flávio Dino. Como destacou a coluna de Malu Gaspar, em uma decisão de caráter liminar, Dino acatou um recurso do diretório estadual do Republicanos e anulou a resolução do Tribunal Regional Eleitoral de Roraima que estabeleceu um prazo de até 24 horas após as convenções partidárias para os ocupantes de cargos públicos que pretendessem disputar a eleição deixarem seus cargos. O ministro definiu que, para concorrer, o candidato precisaria ter se desincompatibilizado três ou seis meses antes da eleição, conforme a função ocupada. São os prazos previstos na Lei da Inelegibilidade, mas a jurisprudência do TSE há anos interpreta que, como se trata de uma situação anômala e imprevista, é preciso flexibilizar os prazos fixados na lei para garantir a pluralidade dos candidatos e das escolhas do eleitorado. Com a liminar de Dino, os outros dois concorrentes de Sampaio foram automaticamente eliminados: o ex-prefeito de Boa Vista Arthur Henrique (PL), que renunciou em abril, e Antonia Pedrosa (PT), que se afastou do cargo de professora em maio. O PL não indicou um novo candidato. A petista foi substituída pela correligionária socióloga Nelita Frank. Ao longo da campanha, a candidata ao mandato-tampão deixou de lado o vermelho do PT e optou por materiais nas cores rosa e roxo. A imagem de Luiz Inácio Lula da Silva (PT) aparece numa postagem fixada da política no Instagram, embora outras publicações foquem em declarações de lideranças locais, indígenas e propostas contra a violência e em prol da fiscalização ambiental em Roraima, estados onde Jair Bolsonaro (PL) teve três quartos dos votos no embate contra o atual presidente da República, no pleito de 2022. As outras duas eleições diretas suplementares para governador já chanceladas pelo Tribunal – a do Amazonas, em 2017, e a do Tocantins, em 2018 — adotaram prazos de 24 e 72 horas para o afastamento dos candidatos de cargos públicos, respectivamente. Ainda assim, a decisão de Dino foi referendada pela maioria da Primeira Turma do STF na última sexta-feira (12), com o apoio de outros dois ministros – Alexandre de Moraes e Cristiano Zanin. Os votos de Moraes e Zanin nesse caso representam outra reviravolta surpreendente, porque, ao acompanhar Dino na exigência de um prazo maior, eles contrariam os próprios votos em situação quase idêntica há mais de dois meses. No Rio de Janeiro, os dois foram favoráveis a flexibilizar o período de desincompatibilização e manter o prazo de 24 horas em uma ação do PSD, partido do ex-prefeito e pré-candidato ao governo Eduardo Paes, que questionou o fato de essa regra ter sido incluída em uma lei aprovada pela Alerj para regulamentar eleições indiretas. Ao decidir sobre o pedido do PSD, não só Moraes e Zanin, mas também Cármen Lúcia, Luiz Fux e Edson Fachin, além dos três ministros que integram o TSE – Kassio Nunes Marques, André Mendonça e Dias Toffoli – foram pela flexibilização do prazo de desincompatibilização. Nesse meio tempo, o governador Cláudio Castro (PL) renunciou ao governo um dia antes de ser cassado pelo TSE para evitar ficar inelegível, da mesma forma que fez o governador de Roraima, detalhou a coluna do GLOBO. Por isso, a Corte Eleitoral definiu que as eleições para escolher o governador-tampão deveriam ser indiretas, porque a única hipótese em que a lei prevê a eleição direta é quando a chapa é cassada. Para o TSE, como Castro não ocupava mais o cargo no momento em que a condenação foi decidida, não era caso de diretas. Dino, então, pediu vista no processo e não se manifestou sobre a flexibilização do prazo. Com a interrupção do julgamento, o decano, Gilmar Mendes, ainda não votou e nem antecipou sua posição. O pedido de Flávio Dino adiou a definição do caso, deixando no cargo o interino, o desembargador Ricardo Couto. O prazo para Dino devolver o processo ao STF termina durante o recesso do Judiciário, que vai até agosto. Além da eleição para os cargos de governador e vice-governador de Roraima, haverá eleições suplementares para as prefeituras de Reginópolis (SP), Tuiuti (SP), Joviânia (GO), Amparo da Serra (MG) e Bonito de Minas (MG). Em Reginópolis (SP), disputam o cargo de prefeito João Paulo (PSD) e Marquinho Bastos (União Brasil). Em Tuiuti (SP), concorrem as chapas formadas por Pedrinho e Andrezão (MDB/Republicanos), Milena do Amarildo e Guinho (PSB) e Careca e Nina do Gabinete (União Brasil). Já em Joviânia (GO), poderão ser votados Pedro Lucas, conhecido como Macaco, e Leandro da Leancellys (MDB/Agir), além de Elisberto da Retro e Rogério Potim (Podemos/PSDB). Em Amparo da Serra (MG), as chapas encabeçadas por Aila da Farmácia e Robertinho Bellico (Avante/Republicanos) e por Túlio Cária e Marcelino do Açougue (MDB/PRD) disputam as eleições. No mesmo domingo, os eleitores vão às urnas em Bonito de Minas (MG) para escolher entre João Neto do Sindicato e Professora Cris (Podemos/União Brasil) e Miqueias Figueiredo e Joelma Magalhães (Republicanos/PDT).