0.5x 1x 1.25x 1.5x 2x 00:00 00:00 Bombeiros e equipes de resgate trabalham em escombros de prédio atingido por míssil israelense em Tiro, no sul do Líbano — Foto: KAWNAT HAJU / AFP RESUMO Sem tempo? Ferramenta de IA resume para você GERADO EM: 19/06/2026 - 13:51 Cessar-fogo entre Hezbollah e Israel impulsiona negociações EUA-Irã O cessar-fogo entre Hezbollah e Israel aumenta as chances de avanço nas negociações entre EUA e Irã, refletindo-se no mercado com a queda nos preços do petróleo. O bombardeio israelense no Líbano que levou Teerã a cancelar uma reunião em Genebra ainda ecoa. Enquanto o Irã emerge fortalecido, a complexidade das negociações, incluindo o acordo nuclear e as tensões no Estreito de Ormuz, mantém incertezas no ar. CLIQUE E LEIA AQUI O RESUMO O cessar-fogo entre Hezbollah e Israel aumenta as chances de avanço do acordo entre Estados Unidos e Irã. Foi justamente o bombardeio israelense no sul do Líbano, que matou 18 pessoas, o que levou Teerã a recuar nas negociações e cancelar a reunião que ocorreria hoje, em Genebra, entre representantes americanos e iranianos. A notícia da trégua ganhou destaque na manchete do jornal inglês Financial Times no fim da manhã. A reportagem mostrou que o anúncio chegou a provocar queda nos preços do petróleo. A commodity voltou a operar em leve alta, mas ainda na faixa dos US$ 80 por barril, muito distante dos US$ 100 alcançados nos momentos mais tensos do conflito. Trata-se de mais um passo que alimenta a expectativa de que a guerra esteja, de fato, caminhando para o fim. Mas há outros elementos importantes a considerar. As declarações de Donald Trump de que não pretende "dar dinheiro ao Irã" — lembrando que uma das bases do acordo prevê a constituição de um fundo de US$ 300 bilhões para apoiar a recuperação do país — fazem parte do jogo de uma negociação complexa. Apesar de liderar a maior potência global, Trump chega a essa etapa em uma posição enfraquecida. Na prática, tudo que ele conseguiu até agora foi voltar ao ponto em que tudo começou, com reabertura do Estreito de Ormuz. O Irã, por sua vez, emerge fortalecido desse conflito, consciente do poder de barganha que acumulou ao demonstrar sua capacidade de influenciar o fluxo global de petróleo com o fechamento do estreito. O acordo sobre o programa nuclear iraniano é o mesmo que estava sendo conversado antes do início da guerra. A negociação prevê a diluição de 440 quilos das nove toneladas de urânio enriquecido em posse do Irã. É essa parcela que possui potencial para utilização em armamentos nucleares. Há sinais de que o conflito caminha para uma solução. Os primeiros navios já voltam a trafegar pelo Estreito de Ormuz, e o cessar-fogo entre Israel e Hezbollah representa mais um passo nessa direção. Ainda assim, a guerra, como já disse aqui, não termina quando acaba. Diante das incertezas que ainda cercam as negociações, será fundamental acompanhar os próximos movimentos das partes envolvidas.
Cessar-fogo entre Israel e Hezbollah reforça expectativa de avanço do acordo entre EUA e Irã e já se reflete no mercado
Cessar-fogo entre Israel e Hezbollah reforça expectativa de avanço do acordo entre EUA e Irã e já se reflete no mercado










