As empresas de transporte marítimo esperavam que essa sexta-feira (19) fosse uma referência para saber como seria a retomada do tráfego no estreito de Hormuz, por onde passa 20% da produção mundial de petróleo e gás. Mas a desistência do vice-presidente dos EUA, J.D. Vance, de viajar para a Suíça, onde teria início as negociações de paz com o Irã, colocou em dúvida novamente a volta das embarcações.

"A logística dessas negociações nunca foi simples nem previsível", afirmou um porta-voz da Casa Branca ao comunicar a desistência da viagem para iniciar as discussões, marcadas para o resort suíço de Burgenstock. A Suíça confirmou o adiamento e o Irã já havia exposto que só faria a viagem após os norte-americanos darem os primeiros sinais de que já estavam implementado o acordo provisório assinado na última quarta-feira (17).

Enquanto a reunião não ocorre, o órgão iraniano responsável por Hormuz anunciou nesta sexta que dispensará as taxas previstas para o uso do estreito durante o período de negociação de 60 dias.

Os navios que desejarem passar enquanto o acordo provisório estiver em vigor deverão apresentar pedidos de trânsito pelo menos 48 horas antes da chegada, informou a Autoridade do Estreito do Golfo Pérsico, do Irã.