Os navios-petroleiros não voltarão a trafegar por semanas pelo estreito de Hormuz, por onde passa 20% da produção mundial de petróleo e gás, até terem confiança de que o acordo entre EUA e Irã é "concreto", alertou o presidente da maior operadora de navios-tanque do mundo.
Jotaro Tamura, presidente-executivo da Mitsui OSK Lines, afirmou ao Financial Times que muitos operadores aguardariam antes de retomar as travessias, apesar do acordo EUA-Irã para reabrir o estreito.
O presidente dos EUA, Donald Trump, insistiu que existe uma rota "segura, protegida e impecável" através do estreito, que está quase completamente fechado desde 28 de fevereiro, quando começou a guerra. O acordo de domingo (14) fez o preço do petróleo Brent cair, mas Tamura disse que o tráfego não voltará imediatamente ao normal.
"O que terá que ser estabelecido não é apenas um simples acordo entre os países envolvidos, mas ele precisa ser concreto e traduzido em situações reais no estreito de Hormuz, para que as empresas de navegação possam se sentir confortáveis para atravessar", comentou Tamura.
O executivo recordou que houve múltiplas promessas para a reabertura da hidrovia desde que o conflito no Oriente Médio eclodiu no final de fevereiro.












