A presença de minas no estreito de Ormuz indica que a navegação pelo canal operará com menos da metade dos níveis pré-guerra por meses, mesmo que um acordo de paz entre EUA e Irã seja mantido, alertou um alto executivo do setor de transporte marítimo.
Takaya Soga, diretor executivo da NYK Line do Japão, que opera uma frota de mais de 900 navios, disse que o transporte marítimo só será retomado em volumes muito menores devido às limitações de capacidade das rotas mais seguras pelo estreito, que passam perto do Irã e de Omã.
"As rotas disponíveis para navegação são extremamente limitadas —são corredores muito estreitos", disse Soga ao Financial Times. "Ainda estamos longe de retornar às condições anteriores ao fechamento do estreito de Ormuz."
O secretário-geral da Organização Marítima Internacional, Arsenio Dominguez, afirmou na sexta-feira (26) que o Irã teria colocado cerca de 80 minas nas principais rotas de navegação da hidrovia.
O Paquistão afirmou no início deste mês ter "confirmado" a detecção de uma mina no estreito.














