A autoridade marítima iraniana responsável pelo estreito de Ormuz exigiu, na sexta-feira 19, que todos os navios que desejem atravessá-lo apresentem um pedido de trânsito com 48 horas de antecedência, apesar da reabertura na esteira do acordo-quadro entre Irã e Estados Unidos para pôr fim à guerra. A Autoridade do Estreito do Golfo Pérsico (PGSA) também publicou um novo mapa com duas rotas “seguras” de navegação no estreito, localizadas ao sul daquelas que Teerã havia divulgado há algumas semanas.
Na sexta-feira, no fim da tarde, a plataforma de monitoramento marítimo Kpler registrou oito passagens de navios de matérias-primas pelo estreito de Ormuz, contra 22 ao longo de todo o dia anterior. Ao todo, incluindo os porta-contêineres, pelo menos 25 navios comerciais atravessaram o estreito na quinta-feira. Trata-se de um volume inédito desde meados de abril, segundo o fornecedor de dados de navegação AXSMarine.
O Centro Conjunto de Informação Marítima (JMIC), uma coalizão de segurança marítima formada por 47 países, reduziu na quinta-feira seu nível de risco no estreito para “moderado” (nível 2 em 5), contra “grave” no início da semana (nível 4 em 5), atribuindo essa melhora à assinatura do protocolo de entendimento entre Irã e Estados Unidos. “No entanto, os navegadores devem ser informados sobre a presença de minas”, enquanto as operações de retirada destes armamentos continuarem, informou o JMIC em nota.












