O Parlamento Europeu aprovou nesta quinta-feira 18 medidas migratórias mais rigorosas que concedem aos Estados-membros poderes mais abrangentes para deportar requerentes de asilo cujos pedidos foram rejeitados e facilitam a expulsão de pessoas de países terceiros em situação irregular.

A votação ocorreu em um contexto de endurecimento das políticas migratórias dos governos europeus, diante das mudanças na opinião pública sobre o tema, que têm impulsionado o avanço eleitoral da extrema direita em todo o continente.

A votação no Parlamento Europeu, em Estrasburgo, terminou com 418 votos a favor e 218 contra, representando um dos últimos obstáculos para uma reforma que avançou sem grandes dificuldades ao longo do extenso processo legislativo da UE.

A medida foi recebida com aplausos por parlamentares da direita e da extrema direita, enquanto deputados da esquerda protestaram com gritos de “vergonha”, refletindo as profundas divisões em torno de um texto duramente criticado por organizações de direitos humanos.

“Este regulamento deixa claro que somos nós, e não os traficantes, que decidimos quem pode permanecer na União Europeia e quem deve partir”, declarou Magnus Brunner, comissário europeu para Migração.