Armadores de cabotagem e associações do setor se preocupam com a possibilidade de repetição neste ano da seca ocorrida em 2023 e 2024 nos rios que apoiam a logística do porto de Manaus. Isso pode voltar a impedir a aproximação e atracação de navios no local por causa da profundidade e ausência de dragagem.

De acordo com o IBI (Observatório de Infraestrutura de Transportes), o calado projetado para o período de estiagem, no segundo semestre, é de nove metros, podendo chegar, em um cenário extremo, aos 6,1 metros registrados em 2023. Para a operação normal de um navio que costuma atracar na capital, a profundidade que viabiliza a operação fica entre 11 metros e 11,5 metros. O período mais crítico deve se concentrar entre setembro e outubro.

"O Dnit [Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes] tem de acionar a empresa contratada e dizer onde e quando a dragagem deve ser feita. O momento de planejar isso é agora", afirma Luis Fernando Resano, diretor-executivo da ABAC (Associação Brasileira dos Armadores de Cabotagem).

A ABAC reúne as principais empresas de navegação de cabotagem do Brasil. Este modelo de navegação entre portos brasileiros é a principal porta de entrada para abastecimento da cidade.