Manifestação agora é do Departamento de Estado A manifestação da pasta foi publicada pela agência Reuters e confirmada pela reportagem. Um porta-voz do Departamento de Estado enviou posicionamento à reportagem dizendo que "este é o mais recente episódio de um padrão de perseguição e de uso político do sistema judicial ('lawfare') pelos tribunais brasileiros contra seus opositores políticos". Eduardo foi condenado na terça-feira (16) por unanimidade pela Primeira Turma do STF por coação no curso do processo por sua atuação nos Estados Unidos para intimidar o Judiciário brasileiro e impedir a análise da trama golpista. O porta-voz do Departamento do Estado afirma ainda que "debates políticos devem ser resolvidos por meio de eleições democráticas, e não por condenações". O ex-deputado foi condenado a quatro anos e dois meses de prisão em regime inicialmente semiaberto, além do pagamento de uma multa de R$ 150 mil, perderá o cargo de escrivão da Polícia Federal, do qual está afastado, e se torna "ficha suja" impedido, assim, de disputar eleições por oito anos. Esta é a segunda manifestação contrária à decisão do caso que envolve o ex-deputado por meio do governo Trump. Em entrevista a jornalistas, na quarta-feira (17), Trump comentou sobre a condenação, porém se confundiu em relação aos membros da família Bolsonaro. Ele participou de encontro do G7 e disse que ouviu dizer "que prenderam hoje alguém que está concorrendo a um cargo público. Fiquei sabendo disso depois que saímos. Eu tinha acabado de me despedir dele [Lula] e ouvi dizer que prenderam o Bolsonaro Jr." "Ele estava indo bem nas pesquisas e o prenderam porque fez uma declaração no Texas. Prenderam-no, ou querem prendê-lo, para ter alguma coisa contra ele", completou Trump. A referência ao Texas pode estar ligada ao fato de Eduardo ter discursado durante o Cpac, maior evento conservador do mundo, no Texas, em março. Trump disse que as autoridades no Brasil "jogam pesado" e, em seguida, voltou a falar sobre os EUA. "Mas ninguém joga mais pesado do que os Estados Unidos. Veja, nossas eleições são totalmente manipuladas. Nós temos eleições manipuladas." Reunião do senador Flávio Bolsonaro com o presidente Donald Trump, na Casa Branca; o ex-deputado Eduardo Bolsonaro (à dir. de Flávio) e o blogueiro Paulo Figueiredo participam do encontro — Foto: Reprodução/Truth Social - Donald Trump
Governo Trump volta a criticar condenação de Eduardo Bolsonaro e fala em perseguição política
Manifestação agora é do Departamento de Estado












