Presidente americano também afirmou que conversou por "bastante tempo" com Lula às margens do G7 O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, afirmou nesta quarta-feira (17) que o Brasil se tornou um lugar "perigoso politicamente" ao citar a condenação do ex-deputado federal Eduardo Bolsonaro pelo Supremo Tribunal Federal (STF) por coação à Justiça. Em entrevista coletiva após o término da cúpula do G7 em Évian-les-Bain, na França, Trump falou sobre o tema ao ser perguntado se havia conversado com o presidente Luiz Inácio Lula da Silva, também presente no evento, sobre tarifas e outros temas da relação bilateral. O presidente americano, porém, cometeu dois equívocos ao comentar o caso. Primeiro, confundiu Eduardo com seu irmão, o senador Flávio Bolsonaro, que é candidato à presidência pelo PL. Depois, ao dizer que o ex-deputado, que está nos EUA, havia sido preso – e não condenado – pela Justiça brasileira. "Ouvi dizer que eles prenderam alguém que está concorrendo à presidência. Ouvi dizer que prenderam o 'Bolsonaro Jr.'. Ele estava indo bem nas pesquisas, e o prenderam porque fez uma declaração no Texas. Prenderam ou querem o prendem", disse Trump, confundindo os dois filhos do ex-presidente Jair Bolsonaro. Na sequência, Trump sugeriu um paralelo entre os processos eleitorais nos dois países. "Eles jogam duro [no Brasil], mas ninguém joga mais duro do que nos EUA. Nossas eleições são totalmente manipuladas", acrescentou. Eduardo foi condenado na terça-feira (16) pela Primeira Turma do STF a quatro anos e depois meses de prisão por coação à Justiça após ter sido acusado de atuar nos EUA para impor sanções a autoridades brasileiras responsáveis por investigar e julgar o ex-presidente Jair Bolsonaro na trama golpista. Quando questionado se havia conversado com Lula, Trump afirmou que passou "bastante tempo" com o presidente brasileiro, mas não deu detalhes sobre o conteúdo do diálogo. O governo americano impôs uma tarifa de 25% sobre parte dos produtos brasileiros exportados aos EUA, com base na Seção 301 da Lei de Comércio de 1974, e outra de 12,5%, citando falta de ações contra o trabalho forçado. Além disso, o Departamento de Estado classificou as organizações criminosas Primeiro Comando da Capital (PCC) e Comando Vermelho (CV) como terroristas. As medidas foram anunciadas dias depois de uma visita de Flávio Bolsonaro a Washington. No dia do anúncio das tarifas, Trump postou uma foto ao lado do filho do ex-presidente no Salão Oval da Casa Branca. Trump durante coletiva após cúpula do G7 na França — Foto: Evelyn Hockstein/Reuters
Trump diz que Brasil ficou 'politicamente perigoso' e se confunde ao citar condenação de Eduardo Bolsonaro
Presidente americano também afirmou que conversou por "bastante tempo" com Lula às margens do G7











