O Piauí recebe com fidalguia. Essas palavras, que são do poeta Salgado Maranhão, me acompanham sempre que tenho a alegria de voltar ao estado.

Nessa última semana, estive em Teresina para participar do Salão do Livro do Piauí, o Salipi, pela terceira vez nos últimos sete anos. Desta vez, porém, a emoção foi diferente. Recebi o título de embaixadora do Salipi, fazendo companhia ao próprio Salgado, também embaixador. É uma honra que acolho com gratidão e senso de responsabilidade.

Em um tempo de tantas telas e distrações, a literatura ainda pode ser celebrada como um bem comum. As feiras literárias desempenham um papel fundamental nesse sentido, sobretudo quando acompanhadas de investimento e muito amor pelas pessoas responsáveis por organizá-las.

Essa 24ª edição do Salipi foi uma prova viva disso. Às vésperas de completar um quarto de século, o salão literário piauiense se consolidou como uma das mais dinâmicas, populares e inovadoras mostras de amor ao livro, não só no Brasil, mas em todo o continente americano.

Dinâmica, pois, com recursos reduzidos comparados às grandes feiras do Sudeste, ou ainda às feiras internacionais dos países vizinhos, o Salipi faz milagre acontecer. Seu orçamento não é muito diferente de uma modesta feira do interior de São Paulo, por exemplo.