Antiga Oficina Raquel passa a se chamar Oficinar e celebra a nova fase neste sábado (20), na Lapa, com lançamentos de livros, batalha de rimas, rodas de conversa e roda de samba 0.5x 1x 1.25x 1.5x 2x 00:00 00:00 A escritora Conceição Evaristo integra o catálogo da editora, que completa 15 anos e inicia uma nova fase — Foto: Leo Martins / Agência O Globo RESUMO Sem tempo? Ferramenta de IA resume para você GERADO EM: 19/06/2026 - 16:13 Editora Oficina Raquel torna-se Oficinar e celebra 15 anos com novo rebranding A editora carioca Oficina Raquel, conhecida por dar voz a autores periféricos e narrativas diversas, celebra 15 anos de atuação com um rebranding, passando a se chamar Oficinar. A mudança simboliza um compromisso contínuo com a literatura viva e coletiva. O lançamento da nova fase ocorre neste sábado na Lapa, com eventos culturais e a apresentação de novos títulos. CLIQUE E LEIA AQUI O RESUMO Em uma cidade onde o mercado editorial costuma se concentrar na Zona Sul e no Centro, uma editora nascida na Tijuca construiu sua trajetória apostando em autores periféricos, narrativas afro-brasileiras, indígenas e LGBTQIAPN+. Agora, ao completar 15 anos, a Oficina Raquel inicia uma nova fase e passa a se chamar Oficinar. A mudança será celebrada neste sábado (20), a partir das 16h, no Centro Cultural Cortiço Carioca, na Lapa, com programação que inclui contação de histórias, batalha de rimas, rodas de conversa, lançamentos literários e roda de samba. A troca de nome marca uma mudança de identidade da editora. Segundo os fundadores, a ideia é transformar um nome próprio em verbo, reforçando o caráter coletivo e permanente de construção que acompanha o trabalho da casa desde sua criação. — A mudança nasce da necessidade de transformar nossa própria identidade em ação. Deixar de carregar um nome próprio e passar a ser um verbo significa que a nossa literatura é viva, coletiva e está em constante construção — explica Jorge Marques, editor da Oficinar ao lado de Raquel Menezes. Para Raquel, a nova identidade também reafirma o papel da editora como espaço de valorização de vozes que historicamente ficaram fora dos grandes circuitos editoriais. — A ideia de centro e periferia depende de onde se está. O mundo está mudando e olhando para vozes diversas, e tenho muito orgulho de estar acompanhando isso em nosso catálogo — afirma. Ao longo de seus 15 anos de atuação, a editora acumulou reconhecimentos importantes. Em 2021, o livro "Oh, Margem! Reinventa os Rios!", de Cidinha da Silva, foi selecionado pelo Programa Nacional do Livro e do Material Didático (PNLD). Dois anos depois, "O Tempo Todo", de Volnei Canônica e Felipe Cavalcanti, recebeu o prêmio White Ravens, uma das mais prestigiadas distinções da literatura infantil mundial. Também em 2023, a editora lançou "Macabéa, Flor de Mulungu", de Conceição Evaristo, durante a Festa Literária Internacional de Paraty (Flip). A estreia da marca Oficinar chega acompanhada do lançamento de seis títulos. Entre eles estão "Atravessando um Rio — Narrativas do Imaginário Amazônico", de Patrícia Nogueira; "Escafandro — Como Mergulhar em Nossas Profundezas", de Janaína Portella; "Fora do Armário, Dentro da História", coletânea lançada no Mês do Orgulho LGBTQIAPN+; "Karimu no Mundo da Lua", de Clarice Campos; "MC Não é Bandido — Leituras do Real Brasil", organizado por Dani Monteiro; e "Você viu Oxum?", de Rogério Athayde. A programação de lançamento acontece no Centro Cultural Cortiço Carioca, na Rua Joaquim Silva, 105, na Lapa. Os ingressos estão disponíveis pela plataforma Sympla.
Da Zona Norte ao cenário nacional: editora que publicou obra de Conceição Evaristo completa 15 anos e se reinventa
Antiga Oficina Raquel passa a se chamar Oficinar e celebra a nova fase neste sábado (20), na Lapa, com lançamentos de livros, batalha de rimas, rodas de conversa e roda de samba








