Feira do Livro, em São Paulo, é a prova de que brasileiro continua lendo e produzindo obras relevantes 0.5x 1x 1.25x 1.5x 2x 00:00 00:00 Feira do Livro, realizada no feriado de Corpus Christie em frente ao Estádio do Pacaembu — Foto: Nilton Fukuda/Divulgação RESUMO Sem tempo? Ferramenta de IA resume para você GERADO EM: 17/06/2026 - 21:19 Feira do Livro SP 2025: Crescimento nas Vendas e Vigor Literário A Feira do Livro em São Paulo demonstra que a leitura e a produção literária no Brasil seguem fortes. O evento, que já faz parte do calendário oficial da cidade, reuniu milhares de visitantes e mostrou o vigor do mercado editorial. Com mais de 163 expositores e 93 mil visitantes, a feira celebrou a literatura nacional e desafiou a ideia de que os brasileiros leem menos devido às redes sociais, destacando um aumento de 8% nas vendas de livros em 2025. CLIQUE E LEIA AQUI O RESUMO Não deixe as notícias ruins te convencerem de que o mundo está acabando. Num domingo, saia para caminhar. Se tiver sorte, será surpreendida por boas novas. Eu fui. Não era domingo. Era quinta-feira e acabei na Praça Charles Miller, em frente ao Estádio do Pacaembu, em São Paulo. Várias barraquinhas estavam cheias de livros, editores, leitores, autores e vendedores animados falando de literatura. Tratava-se da Feira do Livro, evento organizado por Paulo Werneck que desde 2025 faz parte do calendário oficial de São Paulo e ocorre na semana do feriado de Corpus Christi. Encontrei o Matinas Suzuki, da editora Matinas, que publica títulos imperecíveis sob demanda. Tão legal ouvi-lo contar sobre a história da seleção das obras que ele via enfileiradas sobre uma mesa pela primeira vez. Saí com alguns. “Waly Salomão é uma VOZ ALTA”, assim com caixa alta nas duas últimas palavras, foi o que li bem rápido. José Simão, conterrâneo de Waly e autor do texto, conta os quarenta anos de amizade e colaboração criativa com o poeta. Na banca da Seja Breve, Cadão Volpato e Bernardo Ajzenberg conversavam, orgulhosos, sobre os 11 títulos da editora que completou um ano em maio, e Lívia Volpato, filha do Cadão, fazia contas e recebia o pagamento pelas obras adquiridas. “Elogio da saudade”, do professor e filósofo Fernando José de Almeida, um dos mais recentes lançamentos da editora que publica textos curtos e bem escritos, foi um dos mais vendidos da feira. Garanti meu exemplar de “A fantástica cozinha de dona Carmen”, com os deliciosos textos — e respectivas receitas — de A. C. Espilotro sobre as delícias preparadas por sua mãe, cujo nome está no título da obra. Fiquei feliz em descobrir que a neta de A. C. (filha do aclamado autor Tiago Ferro, de “O pai da menina morta” e outros), Isadora Ferro, também tem um romance, “Sonhos despedaçados”. O livro conta a história de Nina, uma garota que se muda para os Estados Unidos e se vê no centro de uma trama de mistério na escola aonde vai estudar. Descobri que a editora Fósforo, que lançou este semestre “O ano do cometa”, da Maria Brant, tem também um clube de leitura somente focado em poesia, o Círculo de Poemas, que lançou mais de cem títulos e já foi laureado com o prêmio internacional Aficionado por sua inovação na promoção do gênero literário. Passei hora tentando decidir quais títulos de autoras levar na banca da Instante, que publica os livros da Sigrid Nunez aqui no Brasil, a minha atual escritora favorita. Saí com o “Diário de uma mudança”, da escritora e tradutora argentina Inés Garland. E fiquei feliz ao saber que “Aos pés da letra”, de Gregório Duvivier, e “A morte é um dia que vale a pena viver”, de Ana Claudia Quintana Arantes, estavam entre os mais vendidos na Livraria da Travessa durante o evento. Nos nove dias da Feira do Livro, 93 mil pessoas passaram pelos estandes dos 163 expositores que lá estavam. Mais de cem autores conversaram sobre suas obras nos palcos ali armados e muita gente festejou a literatura. Dados da mais recente pesquisa Panorama do Consumo de Livros, da Câmara Brasileira do Livro, mostram que as vendas de obras gerais aumentaram em cerca de 8% no Brasil em 2025 quando comparadas ao ano anterior, 2024. As livrarias de rua aumentaram em São Paulo. Realizado pela Lote 42, 37 delas estão no Mapa das Livrarias de São Paulo, com os endereços e ilustrações de Isadora Ferraz. A frase que o brasileiro não lê e que com as redes sociais as pessoas estão lendo menos parece carecer de revisão. E isso porque ainda não temos o movimento de vendas e público da Flip e da 28ª Bienal Internacional do Livro de São Paulo, eventos com a literatura no centro das atenções, marcados para 22 a 26 de julho, em Paraty; e 4 a 13 de setembro no Anhembi, em São Paulo, respectivamente.
Quando a literatura ocupa a rua
Feira do Livro, em São Paulo, é a prova de que brasileiro continua lendo e produzindo obras relevantes






