Em poucos anos, um tipo específico de narrativa audiovisual­ passou de experimento informal em redes sociais a um dos formatos mais cobiçados da indústria de tecnologia e entretenimento: os microdramas verticais, conhecidos como “novelinhas”. O que começou com conteúdos feitos por usuários, com personagens caricatos e roteiros simplificados, hoje se consolida como um formato global em expansão, com plataformas dedicadas, investimento internacional e estratégias de monetização estruturadas.

O avanço dos microdramas está diretamente ligado à consolidação do consumo audiovisual nos celulares. Dados do Ibope mostram que o consumo domiciliar em dispositivos móveis continua crescendo em relação a 2025 e se concentra no período noturno, entre 19 horas e meia-noite – faixa historicamente associada ao horário nobre da televisão.

Nesse intervalo, a Geração Z – aquela que tem entre 14 e 29 anos – alcança os maiores índices de audiência em dispositivos móveis, mas os brasileiros entre 30 e 60 anos também demonstram forte adesão. O dado, ao sugerir que o entretenimento vertical passou a disputar centralidade na experiência audiovisual cotidiana, não chega a surpreender.

O Brasil é um mercado promissor, ainda em fase inicial de desenvolvimento. A avaliação é da SocialPeta, empresa chinesa sediada em Cingapura especializada em inteligência de mercado.