Hoje a moda é a novela vertical, também chamada de microdrama. São tramas com poucas dezenas de capítulos, que duram dois ou três minutos, gravadas para exibição vertical, em smartphones.
Nascido na China, em 2018, no Douyin, um aplicativo precursor do TikTok, o formato se popularizou rapidamente, despertando o interesse de produtores em vários cantos do planeta. O pressuposto básico que estimula esse mercado é a ideia de que o espectador vive com o rosto colado no aparelho celular, não tem tempo para dramas longos e nenhuma paciência para histórias que o obriguem a pensar.
Há investimentos no formato sendo feitos por gigantes do audiovisual, como Fox, Disney e Televisa. A Netflix ainda não abraçou a causa, mas já informou que tem planos de fazer experiências nessa área. A Globo também já está produzindo suas novelinhas verticais, como "Cinderela e o Segredo do Pobre Milionário" e "Quem É o Pai do Meu Bebê?", entre outras.
Gustavo Reiz, autor das recentes "Icônica: de Faxineira à Fashionista" e "Uma Babá Milionária", ambas disponíveis no Globoplay, acaba de publicar um livro ensinando como escrever novelinhas verticais. "É a nova corrida do ouro", diz ele, empolgado, em "Microdramas: Entendendo a Revolução Vertical" (Summus Editorial, 120 págs., R$ 55,70).















