O audiovisual é um campo que volta e meia entra em crise, mas que jamais se esgota por completo. E a mais recente inovação dessa área, as chamadas novelas verticais, que despontaram no Brasil no ano passado, contradizem quem achou que seu sucesso seria fogo de palha —continuam mantendo ainda hoje especial tração entre os consumidores da geração Z e pessoas mais velhas que consumiam telenovelas, mas que perderam o hábito de ver TV.

Foi nesse formato que o escritor Antonio Prata, colunista da Folha, resolveu investir em seu mais novo projeto. "A Boa, a Má e o Marido Gigolô" é um microdrama para ser visto em celulares, em 43 capítulos que não ultrapassam três minutos, e que já pode ser conferido no aplicativo Tele Tele, plataforma lançada na semana passada, voltada para conteúdo audiovisual curto.

O app, disponível para Android e iOS, foi criado por Prata e pelo diretor Thiago Teitelroit, e oferece oito capítulos da novela gratuitamente. Aos moldes de outros streamings do gênero, como o chinês ReelShort, para liberar os episódios seguintes, o espectador pode escolher entre comprá-los individualmente (R$ 0,99 ou convidando amigos para baixar o aplicativo), em pacotes de cinco (R$ 3,99) ou liberar todos de uma vez (no preço promocional de R$ 14,99).