Aos 40 anos, Thaila Ayala se prepara para estrear em um formato inédito: a novela vertical "Nas profundezas do amor", do Globoplay. Na trama, ainda sem data de lançamento, a atriz viverá Zara, que considera ser “sua primeira vilãzona" declarada na ficção. O papel marca também um momento de retrospectiva para a artista, que comemora a passagem de duas décadas desde a estreia na emissora em 2006, em "Malhação". — Ela é maravilhosa e má de verdade: realmente uma vilã que nunca tinha feito. Foi isso que fez meus olhos brilharem quando o projeto chegou. Já tinha recebido outros convites. O que me fez declinar DE outros projetos foi o roteiro mesmo. Quando parei para ler, a personagem não era algo que queria fazer naquele momento. Esta novela traz uma história de amor, claro, e vingança e drama. Tem tudo o que gostamos: briga em família e muita maldade — adianta. O ritmo de gravações foi intenso devido ao formato dinâmico. A artista recorda que o elenco fez apenas uma leitura prévia antes de partir para o estúdio: — Com a rapidez, não temos tanto tempo e oportunidades para mostrar múltiplas facetas. Do começo ao fim, a novela terá entre uma hora e uma hora e meia. Fiz o que pude na construção da personagem porque a gente não teve tempo de preparação. Tivemos uma leitura e fomos na fé — brinca, aos risos. Para dar conta da complexidade da personagem, a atriz buscou suporte nas sessões de terapia. Thaila conversou com sua analista para entender como funciona a virada de chave psíquica que leva alguém a operar na maldade pura: — Ninguém é só uma coisa. Não acredito que a Zara seja apenas má, porém o público verá mais maldade do que qualquer outra coisa. Acredito muito que ela teve uma virada de chave: ela tem um passado de golpes, vem de uma família pobre, é muito alpinista, muito interesseira, muito ambiciosa, e há um momento em que realmente tem a virada psíquica mesmo ali da coisa. Falei, inclusive, com a minha psicóloga maravilhosa para entender o que era possível, o que acontece mesmo nessa mudança psíquica para essa maldade que ela virou. O amadurecimento na carreira caminha ao lado do pessoal. Thaila Ayala relatou ter enfrentado, neste último ano, uma maratona de autoconhecimento que incluiu uma série de retiros espirituais. Este mergulho interno, avalia ela, trouxe a segurança que faltava no início da profissão, quando migrou do mercado de modelos para a TV, aos 20 anos: — Passei na frente da portaria da Globo e pensei: "Nossa, que loucura, 20 anos desde 2006". Não foi nada elaborado, mas passou um filme na cabeça. Olhei e lembrei como era inexperiente. Eu era modelo, fui fazer um teste para a oficina de atores, passei e entrei em "Malhação". Comecei do zero. Tenho agonia de ver, pois era muito crua. Depois, estudei muito. O balanço destes 20 anos de carreira é a maturidade que a vida traz. E tem algo maravilhoso dos 40, porque não é tudo lindo: o hormônio cai, é um horror, você se acha jovem, mas o corpo não acompanha. Porém, a maturidade realmente é uma bênção. Fiz seis retiros de autoconhecimento diferentes, um mergulho profundo em quem sou. Cheguei aos 40 muito bem da cabeça, feliz e orgulhosa de mim — emociona-se. Embora mantenha as portas abertas para o mercado estrangeiro, onde fez projetos como “Pica-pau: o filme” (2017), Thaila afirma que o foco está no Brasil, sobretudo atrás das câmeras. A atriz participou de cursos de roteiro, escreveu uma série de textos autorais e, agora, trabalha na captação de recursos para tirar do papel o primeiro curta-metragem como diretora. — Minha ida para os Estados Unidos nunca foi um sonho de carreira internacional, mas aconteceu. Me mudei para curtir a solteirice, pois tinha acabado de sair de um casamento. Fui estudar inglês também. Sigo com o meu agente lá. Ele me manda os testes de vez em quando, e faço o "tape" daqui e mando. Não é que eu esteja fechada para oportunidades fora do país, mas não é um projeto de vida. O meu desejo do momento é dirigir. Casada com Renato Góes há seis anos, a artista conta que a engrenagem familiar funcionou de forma integrada para que as agendas profissionais não colidissem. O casal se organizou para que ela cuidasse dos filhos enquanto o ator encarava o ritmo intenso de gravações do remake de "Vale tudo" (2025). Neste ano, os papéis se inverteram: Thaila passou a se dividir entre os sets de filmagem da produção vertical e o longa-metragem independente "Sins of the silent farm", dirigido por Marcelo Galvão, enquanto Góes assumiu a retaguarda em casa. — Felizmente, não nos encontramos nos estúdios. O Renato estava em função das gravações de "Vale tudo", e eu estava um pouco mais tranquila. Neste ano, tive o filme com a novela, e ele estava 100% em casa, abraçando toda a função das crianças. O universo tem sido muito favorável neste tempo em que eles são tão pequenos e demandam muita atenção. Temos conseguido acolher a agenda um do outro — detalha. Thaila Ayala e Renato Góes são casados há mais de seis anos e têm dois filhos: Francisco, 4 anos, e Tereza, 3 anos. A maternidade transformou profundamente a vida da atriz, que enxerga a rotina com os pequenos como um exercício diário de evolução. Ela reflete que, embora tenha realizado o desejo de gerá-los, considera expandir a família por meio da adoção: — Há uma Thaila antes e outra depois do nascimento deles. Nesta nova versão, existiu a urgência de deixar para trás um passado que não me serve mais. Acredito muito no espelho: com os filhos, nascem os grandes espelhos da vida. Todos os dias, eles jogam na minha cara o que preciso melhorar, curar e evoluir. Desde o momento em que eles chegaram, trabalho para que não recebam de mim e não reproduzam nada que não seja deles, para que encontrem uma mãe mais inteira. Sempre tive vontade de ser mãe pela adoção e achava, inclusive, que pudesse não gestar, mas que, talvez, fosse mãe pela adoção. É uma vontade que ainda tenho, mas ainda não sei (se vai acontecer no futuro). Esta dedicação à construção de uma infância mais presente e protegida para os filhos também reflete a visão crítica de Thaila sobre as estruturas de trabalho no Brasil. Criada em uma realidade em que o tempo em família era escasso devido às exigências do mercado, a atriz faz questão de usar a voz pública para se posicionar de forma contundente contra a jornada de trabalho 6x1: — Me posiciono desde sempre. Faz parte do nosso trabalho, sim. A escala 6x1 é insalubre, algo desumano. Basicamente, a minha família inteira sempre trabalhou neste regime. Esta jornada de trabalho traz consequências escalonáveis: do básico da saúde desta pessoa ao que reflete nos filhos, que não têm os pais presentes. Abre-se um leque de prejuízos sociais que o 6x1 gera. Demorou, mas chegou a discussão, porque não dá mais — finaliza ela. Famosos transformaram o corpo depois dos 50 anos 1 de 7 Aos 52 anos, Fabio Assunção transformou o seu físico nos últimos tempos. Ele perdeu peso e hoje faz aulas de boxe e musculação. — Foto: Reprodução/Instagram 2 de 7 Carmo Dalla Vecchia, de 52 anos, perdeu oito quilos em 2022. Nas redes sociais, ele mostrou a mudança e a sua rotina de treinos — Foto: Reprodução/Instagram X de 7 Publicidade 7 fotos 3 de 7 Leonardo Vieira intensificou os treinos e mantém um corpo sarado após os 50 anos. Aos 55, ele mostra o resultado dos treinos nas redes sociais. — Foto: Reprodução/Instagram 4 de 7 Rodrigo Faro fez 50 anos no ano passado. Desde então, o apresentador tem apostado cada vez em uma rotina de treinos, com duração de até duas horas e meia por dia.— Foto: Reprodução/Instagram X de 7 Publicidade 5 de 7 Aos 54 anos, Marcio Garcia também mostrou a transformação do seu corpo nas redes. O apresentador fala do compromisso em realizar atividades físicas — Foto: Reprodução/Instagram 6 de 7 Leandro Hassum mantém uma rotina de exercícios aos 50 anos. Recentemente, ele perdeu 7 quilos— Foto: Reprodução/Instagram X de 7 Publicidade 7 de 7 Aos 52 anos, Luiza Ambiel mostra as mudanças no seu corpo. Ela busca estar em dia com os treinos e com uma vida saudável. — Foto: Reprodução/Instagram Atores e apresentadores apostaram em exercícios físicos e em novos hábitos alimentares Thaila Ayala — Foto: Reprodução/Instagram
Thaila Ayala celebra primeira vilã em novela vertical e faz balanço dos 40 anos de vida e das duas décadas de carreira: 'A maturidade é uma bênção'
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