Sara Vidal vive uma fase de expansão na carreira e de busca por projetos que desafiem novas camadas da atuação. Depois de trabalhos na televisão em novelas como "Quanto Mais Vida, Melhor!" e "Mar do Sertão", a atriz agora faz sua estreia no teatro com "Malditos16", montagem dirigida por Ricardo Waddington, responsável por sucessos como "Avenida Brasil" e "Laços de Família". A peça marca uma mudança importante em sua trajetória ao levá-la ao palco em uma narrativa que aborda saúde mental de forma intensa e sensível. Na história, Sara interpreta Nadia, uma jovem que sobreviveu a uma tentativa de suicídio e passa a integrar sessões conduzidas por uma psiquiatra interpretada por Helena Ranaldi. A montagem acompanha encontros marcados por dores emocionais, vulnerabilidade e escuta, em um texto que discute sofrimento psíquico sem recorrer à romantização. Fora dos palcos, a atriz também transita por outros universos criativos. Além da relação próxima com a moda, mantém uma rotina ligada aos esportes radicais e já realizou mais de 300 saltos de paraquedas entre Brasil e exterior. Ao GLOBO, Sara afirma que a passagem da televisão para o teatro representa um novo momento de amadurecimento artístico. "A TV me deu ferramentas incríveis, mas o palco exige uma entrega diferente, mais imediata, mais vulnerável. É um espaço onde não tem corte, não tem edição, é você e o público ali, ao vivo. Para mim, é um passo muito importante de amadurecimento artístico", destaca. Segundo a atriz, o que mais chamou atenção em "Malditos16" foi a forma direta como a peça aborda questões relacionadas à saúde mental. "O que mais me mobilizou foi a honestidade do texto. Ele não tenta suavizar nem romantizar questões tão sérias como a saúde mental, ele encara de frente. Quando li, senti um impacto muito forte justamente por reconhecer ali dores que são mais comuns do que a gente costuma admitir. Isso me fez querer contar essa história com muita responsabilidade", diz. Ela conta que a construção da personagem exigiu envolvimento emocional e um cuidado constante durante os ensaios. "Foi um processo delicado e muito profundo. Precisei me aproximar dessa personagem com muito respeito, entendendo as camadas dela, sem julgamentos. Ao mesmo tempo, foi impossível não me afetar pessoalmente, mexe com a gente. Me fez refletir muito sobre escuta, empatia e sobre como, muitas vezes, as pessoas estão sofrendo em silêncio", explica. Sara Vidal — Foto: Divulgação Tomila Katsman A intensidade do tema também fez com que Sara buscasse limites emocionais durante o trabalho. "Esse tipo de trabalho exige um cuidado emocional maior. Eu busquei criar limites saudáveis para conseguir mergulhar na personagem sem me perder nela. Também contei com o apoio da direção e do elenco, porque é um processo coletivo. A gente acaba criando um ambiente de troca e acolhimento que faz toda a diferença", comenta. Nos bastidores, a convivência com Helena Ranaldi se tornou uma das experiências mais marcantes do projeto. "Tem sido uma troca muito rica. A Helena é uma atriz que eu admiro, então dividir a cena com ela é um aprendizado constante. Ela tem uma escuta muito generosa, uma presença forte, e isso eleva o trabalho de todo mundo", aponta. Sara Vidal — Foto: Divulgação Gabriel Benatti Fora dos palcos, Sara também encontra na moda uma extensão do seu olhar artístico. "A moda, para mim, é uma forma de expressão, assim como a atuação. Ela dialoga muito com identidade, com narrativa, com como você se coloca no mundo. Acho que essa sensibilidade estética acaba influenciando minhas escolhas como artista, seja na construção de personagens ou nos projetos que escolho fazer", observa. Outro pilar importante da sua rotina são os esportes radicais. Paraquedista experiente, ela já ultrapassou a marca de 300 saltos. "Os esportes radicais, especialmente o paraquedismo, me ensinaram muito sobre presença e controle emocional. Quando você está ali, a milhares de metros de altura, não tem espaço para distração, você precisa estar inteiro no momento. Isso eu levo diretamente para a atuação: estar presente, disponível e confiar no processo", conta. Sara Vidal — Foto: Arquivo Pessoal Além da atuação, Sara vê a moda como uma extensão da própria identidade criativa e da forma como se comunica artisticamente. "A moda, para mim, é uma forma de expressão, assim como a atuação. Ela dialoga muito com identidade, com narrativa, com como você se coloca no mundo. Acho que essa sensibilidade estética acaba influenciando minhas escolhas como artista, seja na construção de personagens ou nos projetos que escolho fazer", observa. O paraquedismo, prática que faz parte da rotina da atriz há anos, também influencia diretamente sua relação com o trabalho e com a exposição emocional exigida em cena. "Os esportes radicais, especialmente o paraquedismo, me ensinaram muito sobre presença e controle emocional. Quando você está ali, a milhares de metros de altura, não tem espaço para distração, você precisa estar inteiro no momento. Isso eu levo diretamente para a atuação: estar presente, disponível e confiar no processo", revela. Sara Vidal — Foto: Divulgação Em um momento de transformação profissional, Sara tem buscado histórias que provoquem desconforto, reflexão e crescimento artístico. "Eu busco projetos que me desafiem de verdade, que me tirem da zona de conforto. Quero continuar explorando personagens complexos, histórias que provoquem reflexão e que tenham algum impacto. Acho que estou em um momento de muita abertura, de querer experimentar diferentes linguagens e crescer como artista", declara.
Sara Vidal vive novo momento na carreira e abre rotina entre moda e esportes radicais
Atriz estreia no teatro em peça sobre saúde mental e fala sobre bastidores de uma rotina que também inclui trabalhos no universo fashion e prática de paraquedismo












