Peter Thiel não chegou à Argentina como turista. Ele comprou uma casa espaçosa, instalou temporariamente a família em Buenos Aires, reuniu-se com autoridades e líderes empresariais, justamente quando o governo de Javier Milei prometia desregulamentar a Inteligência Artificial, construir data centers, adotar um regime especial de isenção fiscal e um sistema de “Gêmeo Digital Social” para modelar políticas públicas.
O Estado argentino tem cortado serviços e desmontado repartições públicas. Nesse contexto, Thiel não chegou à Argentina como mero visitante. O fundador do PayPal, da Palantir e do Founders Fund transformou sua presença em símbolo político. Para o governo, é uma medalha de honra: o magnata da tecnologia libertário olha para o país de Milei. Para os críticos, é um sinal de alarme: um dos homens que melhor transformam dados, vigilância e infraestrutura estatal em negócio encontra na Argentina um laboratório de desregulamentação.
A agenda tem sido extensa desde a chegada de Thiel, em 23 de abril. Milei o recebeu oficialmente na Casa Rosada, juntamente com o ministro das Relações Exteriores, Pablo Quirno. Também estavam lá Matt Danzeisen, gestor de portfólio da Thiel Capital, e Matías van Thienen, sócio argentino do Founders Fund. Não houve anúncio de investimento concreto, mas o encontro rendeu uma foto.











