O bilionário Peter Thiel, uma das figuras mais influentes da direita norte-americana e apoiador histórico do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, transferiu parte de sua vida para a Argentina e vem aprofundando sua relação com o governo de Javier Milei. Nos últimos meses, o empresário comprou uma mansão em Buenos Aires, matriculou os filhos em uma escola da capital argentina e intensificou encontros com integrantes da administração libertária do país.
A mudança vai além de uma simples decisão pessoal ou empresarial. Segundo o jornal The New York Times, relatos de pessoas próximas ao investidor expõem que Thiel passou a enxergar a Argentina como uma espécie de “plano B” diante de preocupações crescentes com o futuro dos Estados Unidos.
Entre os fatores citados estão propostas de aumento da tributação sobre grandes fortunas na Califórnia, estado onde construiu parte de sua trajetória empresarial, e temores recorrentes sobre conflitos globais, instabilidade institucional e impactos da inteligência artificial.
A aproximação com Milei também tem um forte componente ideológico. Eles compartilham posições favoráveis à redução do papel do Estado na economia, críticas aos impostos, oposição ao socialismo e rejeição ao que classificam como cultura “woke”.











