O evento foi realizado no Teatro B32, na zona oeste de São Paulo, e reuniu autoridades da área de segurança pública, pré-candidatos de cidades do interior, integrantes do Partido Liberal, o deputado estadual Lucas Bove (PL-SP), além do ex-secretário de Segurança Pública de São Paulo Guilherme Derrite (PL) e do ex-juiz e senador Sérgio Moro (União-PR), que participaram da apresentação. Entre as propostas apresentadas estão a castração química para condenados por estupro, o fim da progressão de pena, a construção de novas unidades prisionais, o enquadramento de organizações criminosas — como PCC, CV e milícias — como grupos narcoterroristas e a redução da maioridade penal para 14 anos em casos de crimes hediondos. Segundo o senador, as ideias não representam a totalidade do plano de governo para a área de segurança, mas ações que deverão ser tratadas como prioridade. Agora no g1 A segurança pública tem sido uma das principais bandeiras políticas do senador e aparece como eixo central de sua estratégia de pré-campanha. Nos últimos meses, ele passou a defender publicamente medidas como o endurecimento penal, mudanças nas audiências de custódia, o reforço ao combate ao crime organizado e a ampliação dos instrumentos de repressão às facções. De acordo com pesquisas de intenção de voto divulgadas nos últimos meses, a segurança pública aparece entre os temas que mais preocupam os brasileiros . O tema é tradicionalmente associado à direita e uma dificuldade histórica para esquerda. O governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas (Republicanos), e o prefeito da capital, Ricardo Nunes (MDB), não compareceram ao evento. O evento ocorre em meio a turbulências na pré-campanha de Flávio Bolsonaro, após a revelação de que o senador pediu ao empresário Daniel Vorcaro, dono do banco Master, apoio financeiro para o filme Dark Horse, que narra a trajetória política do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL). Críticas a Lula No início da apresentação, a pré-campanha de Flávio Bolsonaro exibiu um vídeo com trechos de declarações do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) sobre segurança pública que costumam ser alvo de críticas de adversários políticos. Entre elas, uma fala em que o petista afirmou que traficantes de drogas também seriam vítimas dos usuários. Ao longo do evento, Flávio Bolsonaro fez críticas à política de segurança pública do governo federal. Em um dos momentos do discurso, afirmou que, após a eleição de Lula, em 2022, “os presídios entraram em festa”. No fim da apresentação, Flávio voltou a comentar a operação da Polícia Federal que teve como alvo o senador Jaques Wagner (PT-BA) no âmbito da investigação relacionada ao Banco Master. “Como eu disse há pouco, esse plano aqui é uma péssima notícia para o PCC, para o Comando Vermelho e para o PT, que hoje está tendo um dia pior ainda, porque o PT da Bahia acaba de ser incluído pela Polícia Federal com operação contra o líder do governo do PT no Senado Federal, Jaques Wagner. Isso é um alento de que a impunidade vai ser combatida. Como nós sempre dizemos, grande parte desse problema era o PT da Bahia e agora começa a virar o tom. Então, péssimo dia para o Comando Vermelho, para o PCC e também para o PT”, afirmou. O pré-candidato deixou o evento sem falar com jornalistas.