Por Tiago Souza
Se você cresceu nos anos 90 ou 2000, a sua referência de anime de esporte provavelmente era Super Campeões (Captain Tsubasa). A narrativa era quase religiosa em sua crença no coletivo: Oliver Tsubasa vencia porque amava a bola, respeitava os adversários e, acima de tudo, confiava no poder da amizade. O time era uma engrenagem sagrada.
Avance a fita para os dias de hoje e o cenário é radicalmente diferente. Em Blue Lock, o anime de futebol mais popular da atualidade (baseado no mangá de Muneyuki Kaneshiro), a amizade é uma fraqueza, o altruísmo é um defeito e o herói é aquele que consegue “devorar” o talento dos próprios companheiros de equipe. O objetivo do programa não é vencer o campeonato, mas criar, de forma artificial, o maior “egoísta” do mundo.
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