Bruno Pinto foi condenado pelo homicídio de Odair Moniz, teve uma pena atenuada — três anos e meio, suspensa — mas o tribunal rejeitou a tese da faca difundida pelo próprio, plasmada em auto de notícia e difundida oficialmente pela PSP desde o dia do homicídio. Ao mesmo tempo, o tribunal não sabe nem quando, nem quem encontrou o punhal.O tribunal tem mesmo “uma convicção segura” de que “Odair não levou a sua mão à cintura, nem empunhou contra o arguido qualquer lâmina ou faca”. Vai mais longe: diz que o punhal que está no processo foi encontrado "inusitadamente” e “em momento posterior mas não apurado e por pessoa de identidade não apurada, no local em que se dá a queda de Odair”.O acórdão afirma que o depoimento de Bruno Pinto não mereceu credibilidade neste ponto — mas mereceu nos restantes — até porque se a faca fosse o motivo de ter disparado contra Odair “não é crível e mal se compreende” que “não se lembrasse de a apanhar logo após a imobilização de Odair e de a apreender, até para sua própria defesa”.Há ainda outra contradição no depoimento do agente que o tribunal não sublinha: o facto de Bruno Pinto garantir que tinha disparado para baixo duas vezes quando deu primeiro um tiro quase à queima-roupa, 20 a 50 centímetros, no peito e só depois atirou para baixo.
Tribunal contrariou versão da PSP: Odair não empunhou faca, punhal surgiu “inusitadamente”
Tribunal não sabe nem quando nem quem encontrou o punhal. Tribunal afirma que Bruno Pinto não foi credível e que “Odair não empunhou” faca. PSP difundiu versão de agente, mas ainda não comentou.
















