PUBLICIDADE O cabo Cauan Alencar Bastos chegou a responder por homicídio de um suspeito, mas o caso foi arquivado 0.5x 1x 1.25x 1.5x 2x 00:00 00:00 Homem baleado por PMs em SP: um dos autores respondeu por homicídio — Foto: Reprodução RESUMO Sem tempo? Ferramenta de IA resume para você GERADO EM: 18/06/2026 - 13:12 Policial Militar Inocentado em Caso de Homicídio por Legítima Defesa O cabo Cauan Alencar Bastos, da Polícia Militar, foi inocentado em um caso de homicídio em 2021, após matar a tiros Luiz Dionísio de Andrade Filho, que apontava uma arma para ele. O Ministério Público considerou que Bastos agiu em legítima defesa. Em um incidente separado, Bastos e outro policial dispararam contra o eletricista Igor Eduardo Hyppolito Rodrigues em 2023, enquanto ele parecia estar prestes a soltar uma faca. CLIQUE E LEIA AQUI O RESUMO O cabo da Polícia Militar Cauan Alencar Bastos, de 35 anos, que efetuou seis dos sete disparos que mataram o eletricista Igor Eduardo Hyppolito Rodrigues, em Pirituba, na Zona Norte, em abril, já havia respondido anteriormente a uma acusação de homicídio. Em 2021, enquanto patrulhava uma rua do Jaragua, na mesma região, Bastos atingiu com um disparo um motociclista que estava parado em frente a um ponto de venda de drogas. Na ocasião, o policial afirmou ter encontrado Luiz Dionísio de Andrade Filho "em atitude suspeita". Ao fazer a abordagem, ainda segundo Bastos, o homem teria ameaçado sacar uma arma e foi atingido. "Um revólver da marca Rossi, calibre .32 foi localizado na posse dele. Embora o ofendido tenha sido socorrido ao Pronto Socorro de Taipas, evoluiu a óbito", diz um relatório da Polícia Civil sobre o caso. Na ocasião, a ocorrência não foi registrada por câmeras de segurança. O Ministério Público, após o cabo e outros policiais prestarem depoimento, pediu o arquivamento do caso. Segundo a promotora Tatiana Callé Heilman, um dos fatos que o fizeram pedir a absolvição do policial foi o fato de ele ter "agido moderadamente". "A prova coligida demonstra que o policial militar agiu sob o manto de excludente de ilicitude. Isto porque agiu em legítima defesa, ao efetuar disparo contra Luiz Dionísio de Andrade Filho, que apontava a arma em direção aos agentes do Estado. Assim, o policial reagiu a uma injusta e iminente agressão, não restando alternativa que não a de disparar contra o agente, tendo ocorrido o óbito de Luiz Dionísio. Saliente-se que o policial agiu moderadamente ao efetuar um único disparo de arma de fogo", disse Heilman, em 4 de dezembro de 2022. No dia seguinte, a juíza Paula Marie Konno, da 2° Vara do Júri de São Paulo, acolheu os argumentos do MP e arquivou o caso. Procurada, a Polícia Militar não quis comentar sobre o processo arquivado. Caso em Pirituba O eletricista Igor Eduardo Hyppolito Rodrigues, de 45 anos, alvo de sete tiros disparados pelos policiais militares Cauan Alencar Bastos e José Otávio Ribeiro em abril, em Pirituba, Zona Norte de São Paulo, estava prestes a soltar a faca no chão no momento em que foi atingido, mostram imagens obtidas pela TV Globo e um relatório do caso apurado pelo GLOBO. Rodrigues dirigia um carro pela Avenida Raimundo Pereira de Magalhães quando parou em um semáforo vermelho. Ele desceu do veículo com uma faca na mão e avançou em direção a um motociclista, que também aguardava no sinal, e com quem havia discutido. Mas, em seguida, o motoboy se afasta e corre até uma viatura policial próxima do local. Segundo relatório de investigação obtido pelo GLOBO, o homem "fica imóvel e em certo momento aparenta querer colocar a faca no chão. Nesse momento, é atingido pelos disparos, caindo no solo em seguida". Ao g1, os familiares de Rodrigues afirmaram que ele fazia uso de medicamentos controlados para tratar esquizofrenia. Ele trabalhava como eletricista e encanador, e realizava serviços de manutenção em geral.