Caso aconteceu em abril, após uma briga de trânsito na Zona Norte da cidade; vítima recebeu mais um tiro vindo de um soldado e morreu no local 0.5x 1x 1.25x 1.5x 2x 00:00 00:00 Homem baleado por PM em SP: 'Não morre, por favor' — Foto: Reprodução RESUMO Sem tempo? Ferramenta de IA resume para você GERADO EM: 18/06/2026 - 08:46 PM Abate Homem com Esquizofrenia em Abordagem na Zona Norte de SP Em abril, na Zona Norte de São Paulo, um policial militar atirou sete vezes em Igor Eduardo Hyppolito Rodrigues, de 45 anos, durante uma abordagem após uma briga de trânsito. O PM, visivelmente abalado, orou para que a vítima não morresse, mas Igor acabou falecendo no local. A vítima, que sofria de esquizofrenia, foi atingida enquanto abaixava uma faca. Os policiais envolvidos foram afastados e o caso está sendo investigado. CLIQUE E LEIA AQUI O RESUMO Após dar seis tiros em um homem durante uma abordagem, um policial militar começou a rezar para que ele não morresse. O caso ocorreu em Pirituba, na Zona Norte de São Paulo, em abril, mas as imagens foram reveladas só agora pela TV Globo. A câmera corporal do agente registrou o momento. Ao portal g1, os familiares de Igor Eduardo Hyppolito Rodrigues, de 45 anos, vítima de sete disparos — o outro foi realizado por um soldado —, afirmaram que ele fazia uso de medicamentos controlados para tratar esquizofrenia. Rodrigues trabalhava como eletricista e encanador, e realizava serviços de manutenção em geral. Na ocasião, ele dirigia um carro pela Avenida Raimundo Pereira de Magalhães quando parou em um semáforo vermelho. Ele desceu do veículo com uma faca na mão e correu em direção a um motociclista que também aguardava no farol após uma briga de trânsito, segundo testemunhas. Em seguida, o motociclista foi até um posto de combustíveis próximo e pediu ajuda a dois policiais militares que estavam com a viatura estacionada no local. Enquanto a viatura se aproximava de Igor, o cabo Cauan Alencar Bastos desceu do veículo atirando. Após efetuar os disparos e perceber que o homem havia morrido no local, o militar começou a orar: “Peraí que eu vou matar ele. Eu vou dar tiro, Billy. Ei! Ei! Chama apoio, Billy. Chama apoio, chama apoio! A ambulância, a ambulância tá chegando. Ô Igor, a ambulância tá chegando, meu. Pelo amor de Deus, não morre não, mano. Fala seu nome. Fica vivo, respira, irmão. Por favor, mano, por favor, respira, irmão. Respira, respira. Não morre não, mano. Fala o nome. Morre não, moço, por favor. Respira, respira. Pai nosso que estais nos céus, santificado seja o vosso nome, venha a nós o vosso reino, seja feita a vossa vontade assim na terra como no céu. O pão nosso de cada dia nos dai hoje. Perdoai as nossas ofensas assim como nós perdoamos a quem nos tem ofendido. Não nos deixeis cair em tentação, e livrai-nos do mal. Amém”, disse. Veja o vídeo, que contém imagens fortes: O soldado José Otávio Pinheiro, que acompanhava o cabo Cauan, efetuou um disparo contra Rodrigues. Ele foi atingido quando colocava a faca no chão, como mostram imagens de câmera de segurança de um estabelecimento divulgadas pela TV Globo. Após os tiros, outras equipes da PM chegaram ao local e iniciaram manobras de reanimação. A vítima foi atingida por quatro tiros e morreu no local. O caso é investigado pelo Departamento Estadual de Homicídios e de Proteção à Pessoa. Em nota, a PM disse que os agentes foram afastados das ruas. "O caso ocorrido em Pirituba é investigado por meio de inquérito policial no Departamento Estadual de Homicídios e de Proteção à Pessoa (DHPP), e por meio de Inquérito Policial Militar (IPM) no 18º Batalhão de Polícia Militar Metropolitano (18º BPM/M), com acompanhamento da Corregedoria. Os agentes estão afastados do serviço operacional por determinação judicial". Ouvidoria "indignada" Em nota, a Ouvidoria das polícias paulistas afirma que o caso só foi tornado público após a divulgação das imagens das câmeras de segurança. Veja abaixo: "A Ouvidoria da Polícia do Estado de São Paulo manifesta sua indignação diante da morte do eletricista Igor Eduardo Hyppolito Rodrigues, de 45 anos, em 29 de abril, durante uma ocorrência envolvendo policiais militares no Jardim Pirituba, Zona Norte de São Paulo. Trata-se de mais uma vida perdida em circunstâncias que exigem rigorosa apuração, transparência e responsabilização. Neste caso, foi o registro realizado pelas Câmeras Operacionais Portáteis (COPs) que permitiu o esclarecimento dos fatos e a adoção das medidas tomadas. As imagens demonstram, mais uma vez, que as câmeras corporais são instrumentos indispensáveis para a proteção da população, para a valorização dos bons policiais e para o combate à impunidade. A Ouvidoria reafirma sua defesa da manutenção e ampliação do programa de câmeras corporais. Não há segurança pública de qualidade sem mecanismos efetivos de controle, transparência e prestação de contas à sociedade. O episódio também evidencia a necessidade urgente de uma profunda revisão das políticas de saúde mental destinadas aos profissionais da segurança pública. A população não pode continuar pagando com vidas o preço do despreparo, do descontrole emocional ou da incapacidade de atuação compatível com os princípios que devem orientar a atividade policial. A Ouvidoria acompanhará o caso e seguirá cobrando justiça para a vítima, responsabilização dos envolvidos e medidas concretas para que tragédias como esta não se repitam. A defesa da vida, dos direitos humanos e da legalidade deve ser o fundamento de toda ação estatal".
'Não morre, por favor': PM chora e reza após atirar seis vezes em homem em São Paulo; veja vídeo
Caso aconteceu em abril, após uma briga de trânsito na Zona Norte da cidade; vítima recebeu mais um tiro vindo de um soldado e morreu no local








