O director nacional da PSP, Luís Carrilho, lamentou esta terça-feira a morte de Odair Moniz e deixou uma "palavra de grande solidariedade" ao agente que foi condenado a três anos e seis meses de pena suspensa. "É sempre triste, é sempre de lamentar a perda de uma vida humana, mas quero aqui dar uma palavra de grande solidariedade ao nosso polícia, ao Bruno, estou certo que quis, e como ficou ontem [provado em tribunal] fazer o melhor e, os nossos polícias, o que querem todos os dias, é dar o melhor pela segurança pública, querem dar todos os dias é a paz pública e é esse o nosso objectivo todos os dias", disse.O responsável, que falava à agência Lusa à margem das comemorações dos 148 anos do Comando Distrital de Portalegre da PSP, manifestou também respeito pela decisão do tribunal e destacou o papel da PSP no quotidiano da sua missão."A sentença ainda não transitou em julgado, devemos respeitar as decisões dos tribunais, Portugal é um Estado de Direito Democrático e a PSP orgulha-se em fazer parte do sistema de justiça, do sistema de segurança e contribuir não só para a segurança pública em Portugal mas também para a justiça", disse. Na segunda-feira, a PSP disse que aguarda pelo conhecimento formal do acórdão do tribunal para decidir sobre o regresso à Polícia do agente que matou Odair Moniz."Aguardamos pelo conhecimento formal da decisão judicial", disse à Lusa o porta-voz da Polícia de Segurança Pública, Sérgio Soares, questionado sobre o eventual regresso do agente Bruno Pinto à PSP.O agente da PSP que matou Odair Moniz na Cova da Moura, Amadora, em Outubro de 2024, foi na segunda-feira condenado a três anos e seis meses de pena suspensa, com o tribunal a considerar que não existiu nenhuma faca.A leitura do acórdão decorreu no Tribunal de Sintra, tendo o colectivo de juízes dado como provado a maior parte dos factos que constam na acusação do Ministério Público e, em relação à existência de um punhal, o tribunal considerou que "foi produzida prova abundante de que Odair não tinha qualquer faca"."Nem o colega que o acompanhava, nem as restantes testemunhas, mais ninguém viu qualquer lâmina, qualquer faca no momento em que acontecem os disparos", disse a juíza, acrescentando que "houve uma legítima defesa, mas com excesso de meios".Apesar do excesso de meios reconhecido pelo tribunal, o colectivo de juízes considerou, por outro lado, que existiram "circunstâncias muito especiais", uma vez que existiu um momento de grande proximidade física entre Odair Moniz e o agente Bruno Pinto, com ameaças de agressão por parte de Odair.Perante o "excesso de meios" sublinhado pelo tribunal, a moldura penal de entre oito e 16 anos estipulada para o crime de homicídio caiu para uma moldura de um ano de prisão e máximo de 10, decidindo o tribunal pela pena de três anos e seis meses, suspensa na sua execução. O Ministério Público tinha pedido a suspensão do exercício de funções, mas o tribunal entendeu não ser competente para tal avaliação, remetendo a decisão de suspensão para a PSP.A Inspecção-Geral da Administração Interna (IGAI) tem também a decorrer um processo disciplinar contra o agente da PSP.
Director nacional da PSP manifesta “grande solidariedade” ao agente que matou Odair Moniz
Direcção Nacional da PSP aguarda pelo conhecimento formal do acórdão do tribunal para decidir sobre o regresso à Polícia do agente condenado a três anos e meio de pena suspensa pela morte de Odair.








