Actualização: Ministério Público pede condenação por homicídio e a expulsão do agente Bruno Pinto da PSPSete meses depois do início do julgamento do agente da PSP acusado de ter causado a morte de Odair Moniz, Cláudia Soares, inspectora-chefe na secção de homicídios da directoria de Lisboa e Vale do Tejo, que participou em todas as diligências do caso, foi taxativa perante os magistrados do Tribunal de Sintra, nesta segunda-feira: “Parece-me praticamente impossível” a faca ter sido manipulada por Odair Moniz e não ter quaisquer vestígios. Segundo a sua descrição, os disparos foram quase à queima-roupa: a análise mostrou que o tiro mortal ocorreu a 20-30 centímetros da vítima, o segundo, a 50-75 centímetros.A inspectora-chefe estava no local pelas 8h do dia 21 de Outubro de 2024, onde o agente Bruno Pinto tinha disparado sobre Odair Moniz, matando-o.Bruno Pinto justificou o recurso à arma e o disparo de dois tiros sobre Odair Moniz naquela madrugada com o facto de ter visto uma faca – algo que foi o único a afirmar num julgamento que começou em Outubro de 2025 e no âmbito do qual já foram ouvidas dezenas de testemunhas. A faca, ou punhal – que mede 25 cm de comprimento, tem uma lâmina serrilhada de 15 cm com a inscrição da palavra “Macho” e um cabo de plástico preto de 10 cm –, foi encontrada no local e há versões contraditórias sobre o sítio e momentos exactos em que foi vista. Imagens filmadas por um morador mostram que a faca só foi vista 27 minutos depois dos tiros fatais.
“É praticamente impossível” a faca ter sido manipulada por Odair Moniz, diz chefe da PJ
Até agora, só o agente disse ter visto Odair empunhar uma faca, o que lhe serviu de justificação para disparar. Inspectora-chefe notou que nunca se falou da faca quando se deslocou ao local.









