De soluções em nuvem à computação quântica, grupos chineses ampliam investimentos no país 0.5x 1x 1.25x 1.5x 2x 00:00 00:00 O robô huimanoide da Unitree se apresenta no Web Summit Rio:a IA física é um foco da China — Foto: Lucas Tavares / Agência O GLOBO RESUMO Sem tempo? Ferramenta de IA resume para você GERADO EM: 17/06/2026 - 19:42 Empresas Chinesas Impulsionam Inovação Tecnológica no Brasil Empresas de tecnologia chinesas enxergam no Brasil um terreno fértil para expansão, destacando-se em soluções de nuvem e computação quântica. Com o país recebendo US$ 6,1 bilhões em investimentos chineses, setores como eletricidade e mineração são impulsionados. O Brasil, com sua população jovem e conectada, atrai gigantes como ByteDance e Alibaba, que veem oportunidades em IA e infraestrutura de dados. A presença chinesa é reforçada por iniciativas como o CECPS e investimentos em tecnologia quântica e data centers, projetando um futuro promissor para esse ecossistema bilateral. CLIQUE E LEIA AQUI O RESUMO A China ascende como potência global em tecnologia e inteligência artificial (IA). Não por acaso, uma dupla de robôs da Unitree, um humanoide G1 e um quadrúpede Go2-W, treinados com inteligência artificial, subiram ao palco para “dançar” na abertura do Web Summit Rio deste ano, refletindo o avanço do país no campo da IA física e de seu interesse em conquistar presença crescente no Brasil. No ano passado, o Brasil foi o principal destino internacional para investimentos chineses, abocanhando US$ 6,1 bilhões, segundo dados do Conselho Empresarial Brasil-China. Dois setores puxam os aportes: eletricidade e mineração, diretamente ligados à cadeia de valor da IA. Gigantes como a ByteDance, dona do TikTok, e o Grupo Alibaba estão investindo em grandes data centers em território brasileiro. Entre os canais de aproximação entre empresas dos dois países está o Centro de Comércio China-Países de língua portuguesa (CECPS), que montou no evento um espaço de encontro para conectar companhias de tecnologia chinesas e negócios brasileiros. Para In Hsieh, diretor-executivo do CECPS, o momento é propício. O atual cenário geopolítico mundial limita a expansão chinesa a outros mercados, enquanto abre uma janela de oportunidade específica para o Brasil, país com mais de 200 milhões de pessoas e dimensão para comportar não só a vinda de produtos ou serviços isolados, mas de ecossistemas de negócios completos. A IA física é uma das apostas centrais, e o setor automotivo é considerado por Hsieh como um bom exemplo em que empresas chinesas podem trazer sensores, tecnologias, logística, meios de pagamento e criar uma cadeia integrada: — O Brasil tem muito espaço para produtos físicos inovadores onde a capacidade industrial chinesa e a IA podem florescer juntas. População é um atrativo Muitas empresas chinesas têm o Brasil na mira. Uma delas é a Dealism AI, de agentes de IA para automação de processos. Seu fundador e CEO, Leo Huan, vê no país uma combinação rara de fatores, como uma população ainda jovem e usuária intensiva de redes sociais, com alta penetração de pagamentos móveis. — Todos esses fatores podem ser impulsionados pela nova onda da IA. Podemos chegar ao próximo nível, enquanto outras regiões têm muitos sistemas antigos com os quais lidar. Vimos isso no Japão e nos EUA, onde a sociedade construiu grandes estruturas que tornam difícil o salto tecnológico — disse Huan. O salto em questão pode ser, literalmente, quântico. A TuringQ, avaliada em US$ 3 bilhões e considerada líder na China em computação quântica fotônica (que usa partículas de luz para operar), tem o Brasil nos planos. A estratégia é fabricar chips fotônicos e buscar empresas locais para desenvolver as aplicações, como nas áreas de saúde, mobilidade e segurança pública. — Do ponto de vista das empresas chinesas, buscamos um mercado muito grande, com políticas favoráveis e uma população de mente aberta. O Brasil pode desempenhar um papel muito único na IA —disse o fundador da TuringQ, Xianmin Jin, ao GLOBO. Já a Cloudsky propõe reduzir a distância entre a inteligência que vem dos data centers e o usuário final. E constrói infraestruturas de computação de GPU distribuídas, que são mais próximas dos usuários e das máquinas, em vez de depender de grandes centros de dados afastados. A empresa atende setores como streaming de vídeo, operadoras móveis e plataformas como o TikTok. — A indústria de IA atingiu um ponto de virada. Saímos da fase de treinamento para a fase de inferência. O gargalo não é mais criar a inteligência, mas entregá-la ao mundo real — contou Kevin Gongmei Xu, cofundador da Cloudsky. — Nossa ambição no Brasil e na América Latina é transformar a computação em utilidade pública para todos. Breno Machado, CTO da Huawei no Brasil, falou sobre novas aplicações do grupo no estande do Senac. No país desde 1998, a empresa está entre as principais fornecedoras de infraestrutura de telecomunicações, em redes móveis e de banda larga. As soluções do grupo atingem 95% da população via parcerias com operadoras e provedores regionais. A cobertura do Web Summit Rio 2026 na Editora Globo é apresentada pelo Itaú. (Colaborou Cristina Massar, especial para OGLOBO)
Empresas de tecnologia da China avaliam que Brasil reúne condições únicas para expansão de seus negócios
De soluções em nuvem à computação quântica, grupos chineses ampliam investimentos no país







