Empresas estatais como a China Mobile e a China Telecom operarão a maior parte dos centros de dados e garantirão sua conectividade, segundo fontes a par dos estudos Painel interativo com inteligência artificial em Guangzhou — Foto: Qilai Shen/Bloomberg RESUMO Sem tempo? Ferramenta de IA resume para você GERADO EM: 09/06/2026 - 10:52 China Investe US$ 296 Bi em Data Centers de IA para Superar EUA A China planeja investir US$ 296 bilhões em data centers de IA, desafiando os EUA. Empresas estatais, como China Mobile e China Telecom, serão responsáveis pela maioria dos centros, utilizando tecnologia local, como chips da Huawei. O projeto, parte da estratégia "Seis Redes", visa fomentar o desenvolvimento de IA e integrar recursos regionais, com impacto em setores como saúde e transporte. CLIQUE E LEIA AQUI O RESUMO A China está se preparando para investir cerca de 2 trilhões de yuans (US$ 295 bilhões) nos próximos cinco anos na construção de data centers em todo o país, impulsionando a ambição de Pequim de fortalecer seu setor doméstico de inteligência artificial e superar os Estados Unidos em uma tecnologia potencialmente transformadora. Segundo fontes familiarizadas com o assunto, importantes agências governamentais, incluindo a Comissão Nacional de Desenvolvimento e Reforma, estão elaborando um plano para construir uma rede de data centers interconectados em todo o país. Empresas estatais como a China Mobile e a China Telecom operarão a maior parte dos centros de dados e garantirão sua conectividade, afirmou uma das fontes. O plano prevê o uso de fornecedores locais, incluindo a Huawei Technologies, para pelo menos 80% das tecnologias, como chips de IA, substituindo efetivamente empresas como a Nvidia e a Advanced Micro Devices (AMD), disseram as fontes. O plano representa o esforço mais ambicioso de Pequim até o momento para estabelecer as bases para o futuro desenvolvimento de IA na China. Ele remete às iniciativas de anos anteriores que mobilizaram recursos para apoiar empresas nacionais líderes, como a Huawei, com o objetivo de substituir a tecnologia americana. Além disso, é um componente fundamental do programa “Seis Redes”, anunciado no início deste ano e focado na construção de infraestrutura essencial, que abrange desde água e eletricidade até capacidade computacional, disse uma das fontes. As ações da GDS Holdings, uma das principais provedoras chinesas de serviços de data centers, subiram até 12% nas negociações pré-abertura nos Estados Unidos, enquanto as da Vnet Group avançaram 17% após a publicação da reportagem. O projeto para os data centers ainda está em fase inicial de discussão e seus detalhes podem mudar, disseram as fontes, que pediram para não serem identificadas porque a informação é confidencial. Ainda assim, a iniciativa reforça a determinação de Pequim em investir em tecnologias de ponta, mesmo quando os gastos em outras áreas começam a enfraquecer devido ao peso do crescente endividamento público. Segundo essas fontes, o montante será financiado principalmente por mio de dívida soberana, incluindo títulos especiais do governo de prazo ultralongo — geralmente com vencimento superior a 10 anos — e por fundos estatais destinados ao investimento em setores estratégicos. Empréstimos bancários e capital privado complementarão o financiamento, afirmaram. Uma rede unificada de computação permitiria a integração de recursos regionais fragmentados e ofereceria às empresas um acesso mais amplo a poder computacional de alto desempenho, de acordo com Charlie Dai, analista sênior da Forrester Research. Também ajudaria a acelerar a evolução de modelos de IA e a expansão de serviços de IA física e agentes inteligentes em diversos setores da economia. — Elevar isso ao nível de estratégia nacional garante o alinhamento de políticas públicas e a mobilização de capital — afirmou. A Comissão Nacional de Desenvolvimento e Reforma (NDRC) e o Ministério das Finanças, responsável pela emissão de títulos soberanos, não responderam aos pedidos de comentário enviados por fax. Representantes da China Mobile e da China Telecom também não responderam aos pedidos de comentário. A ideia de construir uma rede nacional de computação foi apresentada no mais recente plano quinquenal da China, que abrange o período até 2030, no qual Pequim se comprometeu a priorizar a construção de infraestrutura de dados. A nova meta de investimento, até então não divulgada, parece modesta em comparação com os US$ 725 bilhões que gigantes da tecnologia dos EUA, como a Meta e a Microsoft, planejam investir em inteligência artificial somente neste ano. Os data centers chineses geralmente custam menos do que seus equivalentes nos EUA devido aos menores custos de mão de obra, componentes e construção, além de incentivos oferecidos pelos governos locais. O valor de 2 trilhões de yuans também exclui investimentos de empresas privadas como Alibaba e Tencent, disseram as fontes. Não está claro como a rede unificada de data centers operaria em conjunto com as instalações privadas existentes. No entanto, o objetivo geral é conectar essas instalações de dados atualmente dispersas em uma rede coesa até 2028. Isso contribuiria para o objetivo da China de impulsionar a adoção de IA em setores públicos como saúde, transporte e gestão urbana. Além das instalações relacionadas à IA, incluindo data centers e infraestrutura de comunicação mais rápida, a China também planeja integrar a rede elétrica ao projeto, disseram as fontes. Isso poderia elevar o investimento total planejado para pelo menos 5 trilhões de yuans. Se o projeto avançar, as empresas chinesas serão as principais beneficiárias. Washington concordou em permitir que a Nvidia venda seus chips de IA H200 de geração anterior para clientes chineses, um afrouxamento significativo das medidas destinadas a restringir o desenvolvimento de IA na China. Esses componentes estão cerca de uma geração atrás dos avançados chips Blackwell da Nvidia. No entanto, os embarques ainda não começaram, um sinal de que Pequim está cada vez mais dependendo da substituição de parte de sua capacidade de computação de IA por hardware fabricado localmente. Em maio, nove tipos de chips de IA produzidos an China — incluindo produtos da Huawei, Alibaba, Shanghai Biren Technology e Moore Threads Technology — passaram por uma revisão de segurança por uma agência de tecnologia chinesa, abrindo caminho para uma adoção mais ampla em setores com maiores requisitos de segurança. Além disso, empresas dos setores financeiro, de manufatura, saúde e logística terão acesso a recursos de IA mais flexíveis e acessíveis. As províncias do interior do país provavelmente atrairão mais investimentos e talentos relacionados à indústria digital, de acordo com Dai. — Todos no ecossistema se beneficiarão — afirmou ele.
China planeja investir US$ 296 bi para financiar data centers de IA e desafiar os EUA
Empresas estatais como a China Mobile e a China Telecom operarão a maior parte dos centros de dados e garantirão sua conectividade, segundo fontes a par dos estudos













