O governo autorizou o uso das Forças Armadas para prestar apoio logístico nas eleições suplementares às eleições de 2022, no Estado de Roraima. O pleito está marcado para o dia 21 de junho de 2026. A autorização consta de decreto publicado nesta quarta-feira (17) no Diário Oficial da União (DOU). Em abril, o Tribunal Superior Eleitoral (TSE) decidiu que o Estado de Roraima deveria realizar eleições diretas para a escolha do governador para um mandato-tampão. O pleito suplementar ocorrerá porque houve vacância no cargo, em razão da cassação do atual governador, Edilson Damião (União Brasil), vice que assumiu o posto após a renúncia do titular, Antonio Denarium (Republicanos). O presidente da Assembleia Legislativa do Estado, Soldado Sampaio (Reúblicanos), assumiu o governo interinamente até o resultado da eleição do mandato-tampão. Ele vai concorrer e está entre os favoritos, especialmente porque o candidato bolsonarista,o ex-prefeito de Boa Vista Arthur Henrique (PL), enfrenta empecilhos judiciais para se manter no pleito. O Tribunal Regional do Estado (TRE-RR) havia flexibilizado a lei eleitoral para permitir que candidatos deixassem os cargos públicos até 24 horas após as convenções para concorrer ao mandato-tampão. Mas, no mês de maio, o ministro Flávio Dino, do Supremo Tribunal Federal (STF), anulou a norma e mandou o TRE aplicar os prazos de desincompatibilização previstos na Lei da Inelegibilidade, que variam de três a seis meses antes da eleição. A decisão de Dino afetou a candidatura de Arthur Henrique, que renunciou ao cargo de prefeito em 2 de abril, ou seja, pouco mais de dois meses antes da eleição suplementar marcada para este domingo. O PL recorreu da decisão, mas ainda não obteve sucesso. O presidente do STF, ministro Edson Fachin, negou, na terça-feira (16), o pedido para suspender a decisão. Ele afirmou que o recurso do partido não atendia aos requisitos legais e disse que a presidência da Corte não atua como instância revisora de decisões individuais dos ministros. A regra do TRE-RR, que permite prazo de desincompatibilização de 24 horas, também está em discussão no Tribunal Superior Eleitoral (TSE).
Governo autoriza uso das Forças Armadas no apoio das eleições suplementares em Roraima
Governo autoriza uso das Forças Armadas no apoio das eleições suplementares em Roraima











