Segunda Turma do STF manteve prisão de Henrique Vorcaro por maioria de votos 0.5x 1x 1.25x 1.5x 2x 00:00 00:00 Sessão da Segunda Turma do STF - 16/06/2026 — Foto: Luiz Silveira/STF RESUMO Sem tempo? Ferramenta de IA resume para você GERADO EM: 16/06/2026 - 19:37 Defesa de Vorcaro critica decisão do STF e questiona provas e prisão preventiva A defesa de Henrique Vorcaro criticou a decisão do STF de manter sua prisão preventiva, classificando-a como "extrema e desproporcional". Alegam falta de acesso integral às provas, o que compromete a ampla defesa, e destacam que Vorcaro não oferece risco à investigação e sempre esteve à disposição das autoridades. O advogado Eugenio Pacelli enfatiza que a análise deve ser individualizada e não baseada em vínculos familiares. A divulgação antecipada de informações à imprensa é criticada por criar julgamentos prévios. CLIQUE E LEIA AQUI O RESUMO A defesa de Henrique Vorcaro criticou nesta terça-feira a decisão da Segunda Turma do Supremo Tribunal Federal (STF) de manter a prisão preventiva do empresário e afirmou que a medida é "extrema, desnecessária e desproporcional". Em nota divulgada após o julgamento, os advogados sustentaram que não existem elementos concretos que justifiquem a continuidade da custódia cautelar. Representado pelo advogado Eugenio Pacelli, Henrique Vorcaro é pai do banqueiro Daniel Vorcaro, investigado no âmbito da Operação Compliance Zero. Por maioria, a Segunda Turma decidiu manter a prisão decretada pelo ministro André Mendonça. Na manifestação, a defesa argumenta que Henrique Vorcaro sempre esteve à disposição das autoridades e não representa risco para a investigação. "Henrique Vorcaro sempre esteve à disposição das autoridades, não oferece risco à investigação e não pode ser mantido preso com base em presunções, conjecturas ou responsabilidades atribuídas a terceiros", afirma a nota. Os advogados também defenderam que os fatos sejam analisados de forma individualizada, com base nas provas efetivamente produzidas nos autos, e não a partir de vínculos familiares ou empresariais com outros investigados. Outro ponto destacado pela defesa foi a alegada dificuldade de acesso aos elementos que fundamentam as acusações. Segundo os advogados, a falta de acesso integral ao material da investigação compromete o exercício da ampla defesa. "A defesa também registra preocupação com a falta de acesso integral aos elementos que embasam as acusações, o que compromete o pleno exercício da ampla defesa", diz o texto. Os advogados ainda criticaram a divulgação de informações sobre a investigação antes que a defesa tivesse conhecimento completo dos documentos constantes nos autos. Na avaliação da equipe jurídica, a antecipação de informações à imprensa contribui para a formação de juízos prévios sobre o caso e cria um ambiente de persecução incompatível com as garantias constitucionais. As reclamações apresentadas pela defesa estão em linha com críticas feitas durante o julgamento pelo ministro Gilmar Mendes. Ao votar pela substituição da prisão de Henrique Vorcaro por prisão domiciliar, o decano do STF questionou a disponibilização tardia de documentos da investigação e afirmou que nem mesmo integrantes da Segunda Turma tiveram acesso integral a determinados elementos utilizados para fundamentar medidas cautelares. Apesar do voto do decano, prevaleceu o entendimento do relator André Mendonça, acompanhado por Kassio Nunes Marques e Luiz Fux, de que permanecem presentes os requisitos para a manutenção da prisão preventiva.
Defesa de pai de Vorcaro critica manutenção da prisão e diz que não teve acesso integral às provas da investigação
Segunda Turma do STF manteve prisão de Henrique Vorcaro por maioria de votos













