Segundo o advogado Eugênio Pacelli, o pai de Daniel Vorcaro, dono do Banco Master, mantinha relações contratuais com as pessoas apontadas como integrantes da "Turma" O advogado Eugênio Pacelli afirmou ao Valor que a relação de seu cliente Henrique Vorcaro com os personagens mencionados no relatório da Polícia Federal que pediu a manutenção da prisão dele é legítima e está toda documentada em recurso apresentado ao ministro André Mendonça, do Supremo Tribunal Federal. Segundo o advogado, o pai de Daniel Vorcaro, dono do Banco Master, mantinha relações contratuais com as pessoas apontadas como integrantes da "Turma", inclusive o empresário Manoel Mendes Rodrigues, conhecido como Manolo - apontado pela PF como bicheiro. "Essas pessoas tinham relações contratuais com Henrique, verdadeiras concretas, por serviços de comissão por transação mobiliária, vigilância de um terreno de 120 hectares no Rio de Janeiro. Tudo isso é documentado, o ministro sabe e, no entanto, não se pronunciou sobre essas questões", afirmou o defensor. Para o advogado, as informações trazidas pela PF para defender a manutenção da prisão de Henrique Vorcaro não tem "nada de novo" e tudo que a defesa alega já foi demonstrado por meio de documentos nos autos do processo. Em agravo apresentado ao STF, a defesa de Henrique Vorcaro afirma que a PF teria tirado de contexto os diálogos entre os investigados e induzido o ministro André Mendonça ao erro. No agravo a defesa afirma que o empresário mantinha relações com Felipe Mourão, conhecido como “Sicário” e Rodrigues, conhecido como Manolo, há cinco anos. Essas relações consistiriam em três contratos para aquisição de imóveis e terrenos e o desenvolvimento de empreendimentos. Nestes acordos, uma empresa de Felipe Mourão, chamada King Participações, teria recebido comissão pela venda de imóveis para uma empresa de Henrique Vorcaro que iria desenvolver empreendimentos imobiliários. Segundo a defesa, a empresa King receberia um percentual do empreendimento desenvolvido também. "Não são negócios recentes, nem inconsistentes, nem de ocasião. As aquisições dos imóveis e o desenvolvimento dos projetos correspondentes foram efetivados por atos formais e contabilizados, ao longo dos últimos cinco anos. Dentre esses atos, estão pagamentos aos vendedores, intermediadores e a prestadores de serviços diversos, que envolvem desde a elaboração dos projetos arquitetônicos, urbanísticos ou conceituais, passando por licenciamentos, regularização e formalização das propriedades, manutenção e segurança dos imóveis, negociações para incorporação, etc", afirmou a defesa no recurso que pede a revogação da prisão de Henrique Vorcaro. Além disso, a defesa do empresário afirma que um dos empreendimentos dele seria um conjunto de apartamentos populares que seriam construídos em um terreno de 120 hectares no bairro de Campo Grande, no Rio de Janeiro. Neste negócio, cabia à empresa de Mourão a contratação de prestadores de serviço e foi neste contexto que foi contratada a empresa de Rodrigues, "para a prestação de serviços diversos no projeto, desde a intermediação de venda de lotes adjacentes até a instalação de tapumes e vigilância permanente, em uma área de mais de 120 hectares (1275.187,61 m2) na Zona Oeste da capital carioca", afirmou a defesa no recurso apresentado ao STF. Felipe Mourão se matou na carceragem da Polícia Federal, em Minas, após ser preso em março deste ano. Manoel Mendes, por sua vez, é apontado como empresário do jogo do bicho e que prestaria serviços de segurança armada para a família de Vorcaro. Segundo as investigações, o bicheiro chegou a viajar para Belo Horizonte para se reunir com parentes de Mourão e evitar que eles colaborassem com as autoridades. Henrique Vorcaro e seu filho, Daniel Vorcaro, dono do Banco Master — Foto: Reprodução/g1
Pai de Vorcaro mantinha contratos com ‘Sicário’ e bicheiro para negócios imobiliários, alega defesa
Segundo o advogado Eugênio Pacelli, o pai de Daniel Vorcaro, dono do Banco Master, mantinha relações contratuais com as pessoas apontadas como integrantes da "Turma"








