Escola de Gente e Instituto Rodrigo Mendes integram relação com 200 organizações inovadoras e agentes de impacto em acessibilidade no mundo 0.5x 1x 1.25x 1.5x 2x 00:00 00:00 Forbes Accessibility 200: duas escolas brasileiras integram a lista — Foto: Reprodução Escola de Gente RESUMO Sem tempo? Ferramenta de IA resume para você GERADO EM: 16/06/2026 - 15:31 Instituições Brasileiras Destacam-se na Lista Forbes Accessibility 200 Duas instituições brasileiras, Escola de Gente e Instituto Rodrigo Mendes, foram incluídas na lista Forbes Accessibility 200, que destaca inovações e impactos em acessibilidade. A Escola de Gente, fundada em 2002, promove inclusão com projetos culturais. Já o Instituto Rodrigo Mendes, criado em 1994, foca na educação inclusiva. Ambas são referências na promoção de acessibilidade no Brasil. CLIQUE E LEIA AQUI O RESUMO As organizações Escola de Gente — Comunicação em Inclusão, localizada na Tijuca, na Zona Oeste do Rio de Janeiro, e o Instituto Rodrigo Mendes, em Pinheiros, São Paulo, foram incluídas na Forbes Accessibility 200, relação de fundações internacionais que destaca os maiores inovadores e agentes de impacto na área de acessibilidade. Na edição deste ano, 22 países, de seis continentes foram contemplados. A lista resulta de mais de 700 entrevistas e da contribuição de um conselho consultivo especializado de todos os setores de negócios e da sociedade. Criada em 2025, inicialmente a Forbes Accessibility destacava 100 instituições de ensino, mas, em 2026, o número foi ampliado para contemplar 200 integrantes que trabalham com o acesso à informação, à educação, ao trabalho, aos espaços públicos e às experiências de vida das pessoas com deficiência. — Sermos indicados na Forbes foi uma enorme surpresa e uma alegria muito grande. Eu nem sabia que existia esse prêmio. Na verdade, a gente foi indicado por algum parceiro do exterior. O mais importante é que esse reconhecimento vem do mundo dos negócios, um setor fundamental para ampliar a acessibilidade e a inclusão. Isso fortalece nosso trabalho e ajuda a mostrar que a acessibilidade é estruturante para a participação das pessoas na sociedade — afirma a jornalista, escritora e fundadora da Escola de Gente, Claudia Werneck. Segundo o Censo demográfico 2022 do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), o Brasil tem 14,4 milhões de pessoas com deficiência. E 2% da população de 2 anos ou mais tinham duas ou mais dificuldades funcionais. — Acreditamos que toda criança com deficiência ou autismo deve usufruir das oportunidades propiciadas pelo ambiente escolar, tal como todas as outras. Essa experiência é imprescindível para que elas sejam desafiadas e possam desenvolver o seu potencial — pontua o fundador e superintendente do Instituto, Rodrigo Hübner Mendes. Acessibilidade como 'prática cotidiana’ A Escola de Gente, Organização Não Governamental (ONG) fundada por Claudia Werneck em 2002, atua na promoção da inclusão e da acessibilidade por meio de projetos culturais, formações, consultorias, pesquisas e incidência em políticas públicas. A instituição desenvolve oficinas de teatro e leitura acessíveis, produz livros em formatos inclusivos e presta consultoria para empresas interessadas em promover ambientes e processos mais acessíveis. Ao longo de sua trajetória, a Escola acumulou reconhecimentos nacionais e internacionais, incluindo premiações da ONU e a recente inclusão na lista da Forbes que destaca instituições de referência em acessibilidade. — Nós não somos uma escola formal, somos uma escola no sentido de formarmos jovens para uma sociedade inclusiva, jovens aptos a trabalhar e a criar. Quando criei a Escola de Gente, já tinha escrito vários livros, já tinha visto todo mundo dando palestras. Eu queria, de algum modo, saber o que fazer com tudo que eu tinha aprendido. Eu queria ir mais além do que eu já estava indo naquele tempo. Eu criei a Escola para disseminar o que eu havia aprendido. Nós fazemos todo tipo de projeto cultural e social. Nós somos precursores na questão da acessibilidade, porque nós já nascemos praticando acessibilidade física e comunicacional o tempo todo — relembra Claudia. A organização realizou a primeira audiência pública plenamente acessível do Congresso Nacional e a primeira campanha televisiva com plena acessibilidade na TV brasileira. Entre os trabalhos está o conceito de acessibilidade comunicacional plena, que integra recursos como libras, audiodescrição, legendagem em tempo real e linguagem simples. Primeira audiência pública plenamente acessível do Congresso Nacional, realizada em 2013 — Foto: Reprodução Escola de Gente Para Claudia, um dos diferenciais da Escola de Gente é o compromisso de atuar apenas em espaços que garantam acessibilidade plena. Segundo ela, a organização foi pioneira ao incorporar simultaneamente recursos como legendas, libras, audiodescrição e linguagem simples em suas atividades. — Nós só nos apresentamos e realizamos nossas atividades com acessibilidade plena. Se um evento ou projeto não garante acessibilidade para todas as pessoas, nós não participamos. É uma postura que adotamos desde a criação da organização e que orienta todo o nosso trabalho — afirma Claudia Werneck. Além do trabalho voltado à conscientização, a entidade busca transformar a inclusão em prática cotidiana, desenvolvendo novas ferramentas, metodologias e tecnologias que permitam ampliar a participação das pessoas com deficiência em diferentes espaços da sociedade. — Estamos sempre criando novas estratégias para garantir que a acessibilidade deixe de ser apenas um conceito e se torne uma prática cotidiana. A gente acredita que não basta ficar na fase da conscientização; é preciso avançar para a fase da ação e transformar a inclusão em realidade no dia a dia das pessoas — conclui Claudia Werneck. Claudia Werneck, jornalista, escritora e fundadora da Escola de Gente - Comunicação em Inclusão — Foto: Joe Winter Iniciativas e projetos da Escola de Gente 1 de 8 2003 - A atriz e apresentadora Tatá Werneck, então estudante de Artes Cênicas na UNIRIO, cria o grupo “Os Inclusos e os Sisos - Teatro de Mobilização pela Diversidade” como um projeto de arte e transformação social da Escola de Gente, reunindo estudantes de Artes Cênicas — Foto: Reprodução Escola de Gente 2 de 8 2007 - Apresentação do grupo “Os Inclusos e os Sisos - Teatro de Mobilização pela Diversidade”. Primeiro espetáculo de teatro adulto plenamente acessível do Brasil, o “Ninguém Mais Vai Ser Bonzinho”, com a Tatá Werneck — Foto: Reprodução Escola de Gente X de 8 Publicidade 8 fotos 3 de 8 2007 - Apresentação do grupo “Os Inclusos e os Sisos - Teatro de Mobilização pela Diversidade” — Foto: Reprodução Escola de Gente 4 de 8 2014 - Primeiro musical plenamente acessível com música ao vivo para crianças no Brasil, o "Um amigo diferente?", apresentado pelo grupo “Os Inclusos e os Sisos – Teatro de Mobilização pela Diversidade” — Foto: Reprodução Escola de Gente X de 8 Publicidade 5 de 8 2015 - Primeira instalação lúdica, interativa e acessível para crianças no Brasil a partir do livro Sonhos do Dia, no âmbito da campanha de leitura acessível “Todas as Pessoas Têm Direito a Conhecer Todas as Histórias” — Foto: Reprodução Escola de Gente 6 de 8 2015 - Primeira instalação lúdica, interativa e acessível para crianças no Brasil a partir do livro Sonhos do Dia, no âmbito da campanha de leitura acessível “Todas as Pessoas Têm Direito a Conhecer Todas as Histórias” — Foto: Reprodução Escola de Gente X de 8 Publicidade 7 de 8 2026 - Oficina de Teatro Acessível para a Escola Municipal Vereador Hélcio Chambarelli, em Nova Iguaçu (RJ) — Foto: Reprodução Escola de Gente 8 de 8 2026 - Oficina de Teatro Acessível para a Escola Municipal Vereador Hélcio Chambarelli, em Nova Iguaçu (RJ) — Foto: Reprodução Escola de Gente X de 8 Publicidade A organização integra a lista da Forbes Instituto em SP é indicado pela segunda vez Pela segunda vez, o Instituto Rodrigo Mendes (IRM) integra a lista de organizações reconhecidas pela Forbes. Fundado em 1994, em São Paulo, o instituto atua para garantir que pessoas com deficiência tenham acesso a educação de qualidade em escolas inclusivas. Sua atuação está estruturada em três pilares: formação de educadores e gestores, produção de conhecimento e advocacy — conjunto de ações voltadas a influenciar políticas públicas em defesa de uma causa ou grupo social. A organização foi criada por Rodrigo Hübner Mendes, que após um acidente sofrido aos 19 anos, começou a pintar logo após o episódio e a prática foi, segundo o Instituto, importante para o processo de reconstrução da autonomia. Atualmente, o IRM desenvolve cursos gratuitos, formações presenciais e projetos em diferentes regiões do país, além de disponibilizar conteúdos especializados por meio de seus portais institucionais e da plataforma Diversa, dedicada à disseminação de práticas educacionais inclusivas. — Como país, precisamos assumir o compromisso de perseguir altas expectativas para cada aluno e evitar que seus horizontes futuros sejam subestimados. Um dos princípios que nos orienta é a visão de que toda criança aprende e ensina, desde que o ambiente não imponha barreiras e ofereça os suportes necessários — explica Mendes. Rodrigo Hübner Mendes é fundador do Instituto e atual superintendente, o Instituto Rodrigo Mendes (IRM) — Foto: Wanezza Soares Com sede na capital paulista, o instituto atua em todo o território nacional. Entre as iniciativas recentes está o projeto Alavancas para a Educação Inclusiva, que apoiou dez municípios brasileiros na construção e implementação de políticas públicas voltadas à educação especial inclusiva. Em 2025, o IRM ampliou sua atuação ao lançar a Jornada de Apoio para Famílias, programa destinado a responsáveis por crianças com deficiência e autismo. A iniciativa promove encontros virtuais de acolhimento, orientação e troca de experiências, além de oferecer informações sobre direitos, inclusão escolar e acesso a serviços públicos. (*Estagiária sob supervisão de Cibelle Brito)