Professora da rede pública de São Paulo foi escolhida a mais influente do mundo dez ano após criar projeto que usa lixo para ensinar robótica 0.5x 1x 1.25x 1.5x 2x 00:00 00:00 Vencedora na categoria Educação, a professora Débora Garofalo recebe o Prêmio Faz Diferença 2025 de Flávia Barbosa, editora executiva do GLOBO, e de Thiago Bronzatto, diretor da sucursal de Brasília — Foto: Alexandre Cassiano Débora Garofalo decidiu em 2015 transformar o pouco que tinha — sucatas — em material para o desenvolvimento educacional de seus alunos. Após isso, se tornou, pouco mais de dez anos depois, a educadora mais influente do mundo, segundo a Varkey Foundation, criadora do Global Teacher Prize, considerado o Nobel da Educação. Nesta quinta-feira, ela voltou a ser homenageada por seu trabalho nas escolas e recebeu o Prêmio Faz Diferença 2025 na categoria Educação, em cerimônia realizada na Casa Firjan, no Rio. No evento, Débora afirmou que, apesar das precariedades, a educação mostra que a pobreza não pode definir o futuro das crianças da periferia. — Que honra poder estar aqui diante de pessoas que jamais imaginei, a tantas pessoas que fazem a diferença na vida das pessoas. Muito obrigado por reconhecerem a educação. Sou professora da rede pública de ensino. Assumi outros cargos executivos, mas minha essência é o chão da escola, lugar onde sinto que posso fazer a diferença no mundo, principalmente na periferia. Temos falta de infraestrutura, problemas na formação docente, mas temos avanços, como quando a gente lembra que essa escola já foi para poucos. Hoje é para muitos. E hoje lutamos para que essas crianças tenham equidade. Eu só tinha uma vontade, que aquele lugar de extrema pobreza não poderia definir a vida deles — afirmou ela, que recebeu o prêmio de Flávia Barbosa, editora executiva do GLOBO, e Thiago Bronzatto, diretor da sucursal de Brasília do jornal. Débora, que leciona desde 2013, também participou da estruturação dos Ginásios Internacionais Tecnológicos (GETs), da rede municipal do Rio de Janeiro. Atualmente, atua como consultora e formadora de outros colegas de profissão. — Recebi uma carta da comunidade: a favela é onde moram pessoas. Pessoas que futuramente vão mudar e fazer a diferença no país. Queria aproveitar o momento e fazer um convite: precisamos lembrar que 80,9% dos estudantes estudam em escola pública, 533 mil escolas espalhadas pelo território educativo. Essa educação tem que dar certo, e só vai dar certo se formos fanáticos pelo sucesso da nossa educação — disse. O Faz Diferença é uma realização do jornal O GLOBO, com patrocínio da Firjan SESI e apoio da Petrobras, Light e Naturgy.