Varejo restrito como um todo ficou, em abril, 10,9% acima do patamar de fevereiro de 2020 O patamar de vendas do segmento de tecidos, vestuário e calçados em abril ficou 18,1% abaixo de fevereiro de 2020, marco do pré-pandemia pela Pesquisa Mensal do Comércio (PMC), do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). Enquanto isso, o nível do varejo restrito ficou 10,9% acima. De acordo com o gerente da pesquisa, Cristiano Santos, o resultado sugere mudança na estrutura de consumo do brasileiro, diante do longo período de seis anos que distancia o momento atual daquele de 2020. “Estamos bastante distantes de fevereiro de 2020, então dá para imaginar que a estrutura de consumo mudou a ponto de algumas atividades não realizarem mais a receita como realizavam anteriormente. Isso é muito claro em tecidos, vestuário e calçados e um pouco menos claro em outras atividades”. Leia mais: Na sua avaliação, essa alteração do padrão de consumo faz com que as pessoas consumam mais outros tipos de produto hoje do que antes da pandemia. Perguntado sobre possível influência das plataformas on-line de comércio, Santos não descartou a hipótese, mas disse que é preciso um estudo mais detalhado sobre o tema. — Foto: Maria Isabel Oliveira/Agência O Globo
Vendas de vestuário quase 20% abaixo do pré-pandemia sugerem mudança na estrutura de consumo, diz IBGE
Varejo restrito como um todo ficou, em abril, 10,9% acima do patamar de fevereiro de 2020
Vendas de vestiário e calçados caíram 18,1% versus fevereiro/2020 (pré-pandemia), enquanto varejo geral cresceu 10,9%, sinalizando mudança estrutural permanente na alocação de consumo. Esse realinhamento impacta e-commerce, inventory management e transformação digital de retailers, indicando migração duradoura de budget consumer para categorias de maior valor agregado.








