Retração foi mais que o dobro da esperada por analistas de mercado 0.5x 1x 1.25x 1.5x 2x 00:00 00:00 Vendas de combustíveis e lubrificantes tiveram queda de 6,2% em abril — Foto: Brenno Carvalho RESUMO Sem tempo? Ferramenta de IA resume para você GERADO EM: 16/06/2026 - 10:38 Queda de 1,5% nas vendas do varejo em abril supera expectativas As vendas no comércio varejista brasileiro caíram 1,5% em abril, puxadas pela queda de 6,2% no grupo de combustíveis e lubrificantes, superando a expectativa de retração de 0,6%. Seis de oito atividades analisadas pelo IBGE apresentaram queda, enquanto hipermercados e supermercados cresceram 1,3%. No varejo ampliado, que inclui veículos e construção, a queda foi de 0,7%. CLIQUE E LEIA AQUI O RESUMO As vendas no comércio varejista brasileiro caíram 1,5% em abril deste ano, puxadas pelo grupo de combustíveis e lubrificantes. Em março, o setor teve alta de 0,7%. O resultado da Pesquisa Mensal de Comércio (PMC) foi divulgado nesta terça-feira pelo IBGE e veio menor que a mediana estimada pelo Valor Data, que projetava queda de 0,6%. Nos últimos 12 meses, o setor acumula alta de 1,5%, enquanto o avanço no ano chega a 2,0%. Em comparação com o mesmo mês do ano anterior, o crescimento foi de 1,0%. Das oito atividades analisadas pela pesquisa, seis tiveram recuo nas vendas em abril. A principal delas foi combustíveis e lubrificantes, com queda de 6,2%. Também houve retração nos grupos de outros artigos de uso pessoal e doméstico (-4,6%), equipamentos e material para escritório, informática e comunicação (-4,5%), Móveis e eletrodomésticos (-0,8%), tecidos, vestuário e calçados (-0,1%) e artigos farmacêuticos, médicos, ortopédicos e de perfumaria (-0,1%). O gerente da pesquisa Cristiano Santos explicou que a queda vem após uma base de comparação elevada, uma vez que os três meses anteriores haviam sido de alta. Segundo ele, o que estava antes estava puxando o índice pra cima foi justamente o que caiu em abril. "O ponto é que, se antes um consumo mais intensivo em bens não essenciais vinha sustentando a alta, agora essas mesmas atividades devolveram o crescimento”, ressalta Santos. Por outro lado, teve crescimento o grupo de hiper, supermercados, produtos alimentícios, bebidas e fumo (1,3%), que possui o maior peso para o índice, além de livros, jornais, revistas e papelaria (1,1%). Já no comércio varejista ampliado — que inclui as atividades de veículos, motos, partes e peças; material de construção; e atacado especializado em produtos alimentícios, bebidas e fumo — teve queda de 0,7% nas vendas em abril, após registrar estabilidade em março.
Comércio recua 1,5% em abril, com queda nas vendas de combustíveis
Retração foi mais que o dobro da esperada por analistas de mercado














